As lutas de todos os dias vão ter expressão nas eleições
CGTP-IN e sindicatos mobilizam para a luta
Nas ruas e nas urnas

O movimento sindical unitário empenha-se numa forte mobilização dos trabalhadores para a jornada nacional, a 19 de Outubro, mas as lutas não param e deverão ter consequências nas opções de voto, este domingo.

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No dia 18, a CGTP-IN lançou uma campanha contra o roubo nas pensões e o aumento da idade da reforma. Arménio Carlos reafirmou o apelo à participação na manifestação que a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública ia promover ontem (à hora do fecho da nossa edição), para que milhares de reformados pudessem exprimir o seu protesto contra os cortes de 10 e onze por cento nas pensões pagas pela Caixa Geral de Aposentações.
A campanha «de denúncia, protesto e proposta», inclui a recolha de assinaturas para uma petição, que deverá ser entregue na AR, em Novembro, antes da votação do Orçamento para 2014.

No dia 19, em Aveiro, o Secretário-geral da CGTP-IN participou no plenário distrital de sindicatos e membros de comissões de trabalhadores, que analisou a situação económica e social e a acção a desenvolver para responder ao ataque do capital e do seu Governo, bem como para ampliar o apoio às reivindicações e propostas que a central definiu para o próximo ano. Reafirmando a exigência de eleições legislativas antecipadas, Arménio Carlos destacou outras duas próximas datas: 1 de Outubro, quando a CGTP-IN faz 43 anos, será um dia de esclarecimento e mobilização nos locais de trabalho; e 5 de Outubro será dia de luta, em várias empresas, contra o roubo dos feriados e pelo pagamento do trabalho suplementar segundo os valores da contratação colectiva.

Também na quinta-feira, em Braga, os representantes dos trabalhadores da Bosch Car Multimedia avisaram que há disponibilidade para realizar greves, a breve prazo, caso persistam as tentativas de despedimento de pessoas com problemas de saúde e o ataque aos direitos (particularmente, as mudanças abruptas de turnos e os violentos ritmos de trabalho).

Ainda no dia 19, em reunião geral de trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, foi decidido por unanimidade realizar, na manhã de 4 de Outubro, uma manifestação na cidade, para contestar a liquidação dos ENVC e a subconcessão dos seus terrenos e infra-estruturas. Os trabalhadores decidiram ainda reunir-se todas as quintas-feiras, para avaliarem o andamento do concurso e outros aspectos deste processo, tal como novas formas de luta.

No dia 20, em Lisboa, cerca de 400 representantes dos trabalhadores da Administração Local decidiram intensificar a mobilização e a luta, tanto pela mudança de política e de Governo, como pela revogação do aumento do horário de trabalho. O plenário, promovido pelo STAL e o STML e no qual interveio o Secretário-geral da CGTP-IN, terminou com um desfile de protesto, desde a Casa do Alentejo até à residência oficial do primeiro-ministro. Os dois sindicatos iam realizar ontem, de manhã, uma acção junto ao Ministério do Ambiente, participando à tarde na jornada nacional contra os cortes nas pensões.
Vão ainda apoiar próximas acções nos locais de trabalho, pelo horário máximo de 35 horas semanais e sete diárias; pela negociação de acordos colectivos de entidade empregadora pública; e em defesa dos serviços públicos de água, saneamento e resíduos.

 

 

O voto continua

O voto, no dia 29, deve ser usado pelos trabalhadores para dar continuação à sua luta, apelam a Fiequimetal e os sindicatos filiados. No número de Setembro do boletim «O Sindicato Informa», denuncia-se o crescimento das grandes fortunas, em contraste com a «austeridade» imposta aos trabalhadores e ao povo, e aponta-se para a apresentação de reivindicações nas empresas, para conquistar aumentos salariais. A par da mobilização para a grande jornada que a CGTP-IN marcou para 19 de Outubro, merece ainda destaque uma aacção programada para dia 8, em defesa do sector produtivo e do sector empresarial do Estado.

A União dos Sindicatos de Santarém, numa nota de imprensa divulgada segunda-feira, defendeu que, nas eleições de domingo, os trabalhadores, os desempregados e reformados penalizem os partidos que nos conduziram até ao actual ponto de empobrecimento e, em especial, o Governo que insiste em atacar quem trabalha.

Num comunicado aos trabalhadores dos transportes e comunicações, em que se destaca a exigência de aumentos salariais e necessidade de reforçar a unidade na acção, para defender os direitos, melhorar as condições de vida, assegurar mais e melhores serviços públicos e afirmar os valores de Abril, a Fectrans apela: «Dia 29 vota em defesa de ti e, com esse acto, penalizas os responsáveis pelas políticas de direita, que estão a empobrecer quem trabalha, e escolhes os representantes que apoiam e são solidários com a tua luta».

Aos trabalhadores da agricultura, alimentação, bebidas e tabacos, a direcção do Sintab apelou: «Com confiança, vamos votar em quem nos merece confiança».




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