Aconteu
Balanço negro da época de incêndios

O período crítico dos incêndios florestais terminou, na segunda-feira, 30, com um dos balanços mais devastadores da última década em termos de área ardida e de vítimas mortais.

Mais de 121 mil hectares foram consumidos pelas chamas, em cujo combate perderam a vida oito bombeiros e um civil, continuando ainda internados outros oito soldados da paz.

Segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil, os bombeiros mortos este ano ultrapassaram a média anual de três mortes, verificada desde 1980, e foram mais quatro do que em 2012.

Sobre a área ardida, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas refere que este ano houve um aumento de 13 por cento em relação a 2012, sendo igualmente superior à média dos últimos três anos. Na última década, apenas foi superada em 2003, 2005 e 2010.

 


Défice não baixa…

O défice orçamental atingiu 7,1 por cento do PIB na primeira metade do ano, segundo indicam as Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional e com o Procedimento dos Défices Excessivos publicados, na segunda-feira, 30, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O INE revela que o défice público ascendeu a 5700 milhões de euros e que, apesar de uma ligeira redução de 0,7 por cento em relação ao mesmo período de 2012, continua muito acima do objectivo para 2013, agora fixado em 5,5 por cento, depois de o Governo o ter revisto em alta duas vezes.

 


….E dívida aumenta

As estimativas do INE indicam que dívida das administrações públicas deverá atingir os 127,8 por cento do PIB em 2013, bastante acima das previsões do Governo (122,3%) e também acima do que estimava a Comissão Europeia (123%) e o Fundo Monetário Internacional (122,9%).

Isto significa que, não obstante o aumento de impostos e todos os cortes salariais e nas prestações sociais, a dívida pública deverá aumentar 5,5 por cento até ao final do ano.


30 mil perderam RMI

O número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção voltou a cair em Agosto para 265 303, ou seja, cerca de menos 4317 do que em Julho e menos 30 389 do que no mesmo mês de 2012.

Em consequência das alterações introduzidas, em Julho de 2012, na atribuição das prestações sociais, também o número de famílias abrangidas por esta prestação caiu para 107 725, menos 1723 do que em Julho e menos 8443 do que no período homólogo.

A maioria dos beneficiários concentra-se no Porto (75 440), Lisboa (52 698) e Setúbal (21 940). Já em relação às famílias, há 31 126 no Porto, 21 752 em Lisboa e 8 819 em Setúbal.

Os dados do Instituto da Segurança Social indicam que a maioria dos beneficiários são mulheres (135 743). O valor médio da prestação por beneficiário foi de 83,28 euros, enquanto que por família foi de 207,37 euros.


Ciclista português vence mundial

Rui Costa protagonizou uma das maiores proezas do desporto português ao sagrar-se Campeão do Mundo de estrada, no domingo, 29, em Florença. O ciclista da Aguçadoura, na Póvoa do Varzim, impôs-se aos melhores atletas da modalidade, numa prova de resistência, cujo percurso de 272 quilómetros exigiu mais de sete horas esforçadas sobre a bicicleta.

Este título vem somar-se ao triunfo na Volta à Suíça e às duas vitórias em etapas na Volta à França.

No mesmo dia, na Malásia, João Sousa, natural de Guimarães, fez história no Ténis nacional, vencendo a final frente ao francês, Julien Benneteau, e tornando-se o primeiro português a ganhar um torneio da ATP (Associação de Tenistas Profissionais).


A <i>perestroika</i> revisitada

Da autoria de Romeu Cunha Reis, «Relatório ao Comité Central» é um romance que nos transporta para os agitados tempos da perestroika de Gorbatchov.

Nesta obra, que o autor designa de «fantasia heróica», a personagem principal é um jovem comunista, membro do Comité Central do PCP, que é incumbido de visitar a URSS e escrever um relatório sobre a situação no país.

Concluindo que a política da perestroika conduziria inevitavelmente à restauração do capitalismo, vê-se inesperadamente no centro de um movimento de oposição em defesa do socialismo, com repercussão em toda a URSS. E para que a História tivesse seguido um outro curso, faltou apenas conquistar o Krémlin…

Editada pela Calendário de Letras, esta empolgante narrativa está recheada de interessantes reflexões sobre a construção do socialismo na URSS e os danos que a sua derrota veio causar ao movimento operário em todo o mundo.



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