Aconteu
O euro, a crise e a dívida

Entre 1999 e 2012, a dívida pública portuguesa aumentou 72 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB), sendo que o maior aumento (52 pontos) se verificou a partir de 2008.

De acordo com um estudo do Conselho de Finanças Públicas (CFP), divulgado dia 2, no final dos anos 90, antes da entrada de Portugal na zona euro, a dívida estava abaixo dos 60 por cento do PIB. Esse limite foi ultrapassado a partir de 2004, mas ainda assim representava 72 por cento do PIB no final de 2008.

Nos quatro anos seguintes, já marcados pela crise e a recessão, a dívida galgou para 124 por cento, num ritmo anual superior a 10 pontos percentuais, agravamento acentuado pela quebra nominal do PIB.

Segundo o CFP, o endividamento das entidades que já integravam o universo das administrações públicas em 2008 explica 44 pontos do acréscimo registado. Os restantes oito pontos percentuais são atribuídos ao aumento do endividamento das entidades e operações reclassificadas e também ao endividamento do Estado para garantir o financiamento das empresas públicas reclassificadas.



Emigrantes no desemprego

Vinte mil portugueses estavam desempregados em Espanha no final do primeiro semestre do ano, o que representa cerca de 28,8 por cento da mão-de-obra nacional imigrada naquele país.

O número total de portugueses com mais de 16 anos em Espanha era de 94 mil no final de Junho, dos quais 49 400 ocupados, 24 600 inactivos e 20 mil desempregados, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística espanhol, divulgados, dia 3, pela Lusa.

O desemprego de emigrantes portugueses é assim mais elevado do que a média nacional em Espanha, que no final de Junho, se situava em 26,26 por cento, ou seja 5,98 milhões de pessoas.

A mesma fonte, refere que dos 20 mil desempregados portugueses, apenas 7830 recebiam subsídio de desemprego.


CT Vitória abriu ao público

No passado fim-de-semana, o Centro de Trabalho Vitória recebeu várias
centenas de visitas que procuraram conhecer um dos ícones da arquitectura modernista portuguesa.
Os visitantes foram guiados pelo antigo hotel projectado por Cassiano Branco em 1934 e inaugurado 1936. Outros aspectos da sua história foram também destacados, como o abandono nos anos 60, o arrendamento pelo PCP em 1975, a aquisição pelo Partido em 1984 e as sucessivas acções de conservação e recuperação.
Durante dois dias a Organização Regional de Lisboa do PCP mostrou a sua sede da Avenida da Liberdade. Um local de intensa actividade política e cultural, essencial na defesa dos ideais de Abril e na contínua luta na defesa dos trabalhadores e do povo português.O Vitória foi um dos 60 espaços de valor arquitectónico abertos a visitas por toda a cidade, uma iniciativa organizada pela Trienal de Arquitectura de Arquitectura de Lisboa.


Falece ex-Pantera Negra

Herman Wallace, um ex-Pantera Negra que passou 40 anos na prisão, por um crime que sempre negou ter cometido, faleceu na sexta-feira, 4, vítima de cancro, três dias após ter sido libertado.

Um dos seus advogados lembrou que «Herman suportou o que poucos de nós podemos imaginar, e fê-lo sempre com coragem e dignidade. Uma das últimas frases que nos disse foi “sou livre, sou livre”».

Wallace foi condenado em 1974 a prisão perpétua pela morte de um guarda prisional branco. Com ele foram condenados Albert Woodfox, que permanece na prisão, e Robert King, libertado após 29 anos de encarceramento. Todos estes três membros dos Panteras Negras negaram as acusações.


Atribuído prémio Urbano T. Rodrigues

A escritora Ana Cristina Silva venceu, no sábado, 5, o prémio literário Urbano Tavares Rodrigues com o romance «O Rei do Monte Brasil».

A obra, editada em 2012, valeu à escritora e docente um prémio monetário de 7500 euros, na primeira edição do prémio literário criado pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) em homenagem ao escritor Urbano Tavares Rodrigues, falecido em Agosto.

O prémio foi atribuído por unanimidade, distinguindo assim uma autora que tem publicado com regularidade desde há uma década.

Em 2012 a Fenprof atribuiu o prémio António Gedeão, de poesia, à escritora Ana Luísa Amaral pela obra «Vozes».


Duplo CD de Lopes-Graça

O duplo CD, «Canto de Amor e Morte», que reúne a música integral de Lopes-Graça para quarteto de cordas e piano, foi apresentado, em concerto, no sábado, 5, no Museu da Música Portuguesa-Casa Verdades de Faria, em Cascais.

O CD foi gravado pelo Quarteto Lopes-Graça, constituído pelos violinistas Luís Pacheco Cunha e Anne Victorino d’Almeida, a violetista Isabel Pimentel e a violoncelista Catherine Srynckx, com a pianista Olga Prats, e inclui a primeira gravação do Quarteto com Piano, obra criada em 1938 pelo compositor.

O CD, que será distribuído internacionalmente pela Naxos, inclui também «Canto de Amor e de Morte» (1961), Quarteto de Arcos n.º 1 (1964), Suite Rústica n.º 2 (1965), «Catorze Anotações» (1966) e o Quarteto de Arcos nº 2 (1982).



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