Aconteu
Desempregados perdem subsídio

O número de beneficiários a receber as várias prestações de desemprego diminuiu quatro por cento em Outubro face ao mês anterior,

De acordo com os últimos dados da Segurança Social, divulgados dia 15, o Estado atribuiu em Outubro 312 855 subsídios de desemprego, menos 14 458 beneficiários face ao mês de Setembro (327 313).

Os números da Segurança Social incluem o subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego inicial, subsídio social de desemprego subsequente e prolongamento do subsídio social de desemprego.

O valor médio destas prestações foi em Setembro de 487,03 euros, face aos 507 euros observados um ano antes.

O Porto é o distrito com o maior número de beneficiários de prestações de desemprego, com 82 189 indivíduos. Segue-se o distrito de Lisboa, com 76 183 desempregados a receber prestações de desemprego. Os beneficiários do sexo masculino são em número superior (193 857), em relação aos do sexo feminino (180 553).

Segundo o Inquérito ao Emprego do INE, entre Julho e Setembro, a população desempregada foi de 838,6 mil pessoas, o que significa que a esmagadora maioria (525 745) não recebe subsídio de desemprego.


RSI cai 13,5 por cento num ano

O número de beneficiários do Rendimento Mínimo de Inserção voltou a cair em Outubro para um total de 247 132 pessoas, ou seja, uma diminuição de oito mil beneficiários em relação ao mês anterior.

Comparando com períodos homólogos, verifica-se que, num ano, entre Outubro de 2012 e Outubro de 2013, 38 829 beneficiários perderam direito a este mínimo de sobrevivência, o que representa uma diminuição de 13,5 por cento.

Todavia, desde que as regras de atribuição foram alteradas, em Julho do ano passado, mais de 53 500 pessoas foram privadas desta prestação social.

Os dados da Segurança Social revelam igualmente que a maioria dos beneficiários do RSI está concentrada nos distritos do Porto (70 202), Lisboa (48 174) e Setúbal (20 119).

No total, 100 532 famílias beneficiavam deste apoio em Outubro, menos 3330 em relação a Setembro. O valor médio por beneficiário fixou-se em 83,86 euros e, por família, em 208,85 euros.


Leituras lembram Saramago

A Fundação José Saramago assinalou a data em que o escritor faria 91 anos (16 de Novembro) com uma programação de leituras, que tiveram lugar na sexta-feira e sábado em estações do Metro de Lisboa.

Estas leituras foram gravadas com a voz de Fernando Alves e música de António Pinho Vargas, em colaboração com editora A Boca – Palavras que Alimentam.

No sábado, três atores do Grupo Éter fizeram leituras nas zonas do Rossio, Chiado/Praça Luís de Camões, Santa Catarina, e na rua António Maria Cardoso.

À tarde, na Casa dos Bicos, foram apresentadas duas novas edições de obras de José Saramago: «Clarabóia», com a reprodução do primeiro original dactilografado, e «A Maior Flor do Mundo», agora com ilustrações de André Letria.

A data foi igualmente assinalada no auditório do Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, com a exibição do filme «José & Pilar», de Miguel Gonçalves Mendes.


Crise já afecta classe média alta

A gravidade e extensão da crise económica em Portugal estão a surpreender as próprias associações de ajuda humanitária, que assistem ao aumento sem precedentes dos pedidos de ajuda.

Revelando que a Cáritas Portuguesa registou no último ano um aumento de 20 por cento de solicitações de famílias necessitadas, o presidente da instituição confessou-se surpreendido com o alargamento do leque social que hoje se vê numa situação de pobreza.

«Nós sabíamos que em Portugal qualquer problema deste tipo atingiria sempre a classe média porque era das mais vulneráveis, mas esta crise até atingiu uma faixa da classe média que era impensável, que é a faixa da classe média alta», declarou à Lusa, no dia 17, Eugénio Fonseca.

«Muitas dessas pessoas [que antes tinham empresas rentáveis] entraram numa espiral de endividamento que as atirou para uma situação de pobreza de que dificilmente se vão libertar nos próximos tempos», acrescentou o presidente da Cáritas.


China dá «papel decisivo» ao mercado

O Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC) reconheceu o «papel decisivo do mercado» na vida económica do país.

«A China aprofundará as suas reformas económicas para assegurar que o mercado desempenhará um papel decisivo na distribuição de recursos», noticiou a agência oficial chinesa Xinhua, citando o comunicado da 3.ª reunião plenária do 18.º Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC), concluída dia 12.

Apesar de o PCC ter abolido o sistema de planificação central em 1992 e introduzido a «economia de mercado socialista», até agora o papel do mercado era definido como «básico» e não como «decisivo», refere ainda a Xinhua.



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