Breves
Encerra

A Loja do Cidadão na Praça dos Restauradores, em Lisboa, vai encerrar no final deste mês, por decisão do mesmo Governo que fez aprovar a Lei das Rendas (ou dos despejos, como foi apelidada) e que, neste caso, vem alegar que o aluguer do espaço está em valores incomportáveis. A observação foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Açores, que na semana passada divulgou o anúncio afixado naquele serviço. Na segunda-feira, o sindicato da FNSTFPS/CGTP-IN voltou ao assunto, para se insurgir contra o anúncio de que o Governo, afinal, não ia oferecer aos utentes nenhuma localização alternativa, nem sequer umas exíguas instalações no terminal fluvial, que inicialmente foram indicadas. Passada mais esta mentira do Governo, o sindicato resume o resultado: os cerca de três mil utentes diários vão sobrecarregar outras lojas, que ainda subsistem, e os cerca de 70 trabalhadores voltam aos serviços de origem. A Loja do Cidadão funciona ali há mais de onze anos.


Desinveste

Para a RTP, o Governo demonstrou ter uma visão que «ostenta a indisfarçável marca ideológica da desvalorização dos serviços públicos, uma opção nítida pelo desinvestimento nas empresas do sector estatal e um propósito evidente de privilegiar a actividade privada». A afirmação consta no parecer que o Sindicato dos Jornalistas enviou recentemente ao ministro da tutela, Poiares Maduro, sobre o projecto de contrato de concessão dos serviços públicos de rádio e de televisão. O SJ apontou como «manifestações dessa marca, dessa opção e desse propósito», que «repudia», «a pretendida eliminação, na prática, da produção própria da RTP, com a redução da produção interna aos mínimos e a entrega da parte de leão a operadores externos e a revogação das dotações orçamentais estatais a título de indemnização compensatória, com a consequente asfixia financeira da concessionária».


Preocupação

O SIS tem mais com que se preocupar do que com as lutas dos trabalhadores e as acções da CGTP-IN, comentou Arménio Carlos, no dia 27, a propósito da alegada falha que teria permitido a dirigentes e activistas sindicais entrarem e permanecerem nos átrios de quatro ministérios, na tarde de 26 de Novembro. «Pode preocupar-se e acompanhar de uma forma mais permanente a fraude e evasão fiscal, aqueles que têm aqui os lucros e não pagam impostos, aqueles que estão envolvidos em negócios de alto gabarito sem qualquer penalização», sugeriu o Secretário-geral da Inter, citado pela Lusa.


Distracção

Os órgãos de comunicação social sediados em Coimbra revelaram «distracção» perante a realização do 9.º Congresso da União dos Sindicatos do distrito. A crítica foi feita pelo Secretariado da USC/CGTP-IN, no dia 21 de Novembro, numa nota sobre a tomada de posse dos dirigentes eleitos no dia 15.


Apresentação

Os reformados do Metro de Lisboa, que realizaram um muito participado plenário, no dia 22 de Novembro, e marcaram presença na concentração de dia 26, frente à AR, decidiram apresentar-se ontem, em massa, na sede da empresa, para «fazerem a sua prova de vida». A Fectrans/CGTP-IN explicou que a luta é contra o roubo dos complementos de reforma, uma medida violenta do Governo, que representa uma quebra de 50 por cento, ou até mais, no valor das reformas.


Reunião

O ministro da Economia marcou para hoje uma reunião com representantes de organizações sindicais da CGTP-IN nos sectores dos transportes e comunicações e da construção, madeiras e vidro, correspondendo assim à exigência feita durante a tarde de 26 de Novembro por manifestantes que permaneceram durante quatro horas no exterior e no átrio do Ministério. Os sindicatos pretendem apresentar ao Governo as reivindicações dos trabalhadores de empresas públicas e privadas.