Aconteu
Milhares perdem rendimento mínimo

Entre Outubro e Novembro, mais de 4400 pessoas perderam o rendimento mínimo garantido, agora chamado rendimento social de inserção (RSI), mantendo-se a tendência de redução dos beneficiários deste subsídio de sobrevivência.

Em relação ao período homólogo, o número total de beneficiários desceu de 281 415 para perto de 235 mil, o que representa uma quebra de 16,5 por cento, ou seja, 46 486 pessoas perderam o direito a esta prestação.

Os dados da Segurança Social revelam que a maioria dos beneficiários do RSI continua concentrada nos distritos do Porto (67 017), Lisboa (45 413) e Setúbal (18 520).

É também nos distritos do Porto e Lisboa que se concentra o maior número de famílias que dependem deste apoio (28 481 e 19 312 respectivamente), num total nacional de 98 670 famílias. Este universo de famílias diminuiu 1862 em relação a Outubro e 13 902 em relação a Novembro de 2012, altura em que 112 572 auferiam o RSI. O valor médio por beneficiário cifrou-se em 86,60 euros por mês, e em 209,67 euros por família.


Governo dá à troika e tira aos trabalhadores

Entre o início do ano e Novembro último, os juros e comissões cobrados pela troika pelo empréstimo a Portugal ascendem a perto de três mil milhões de euros.

Segundo números da Direcção-Geral do Orçamento, divulgados dia 23, o Estado português pagou neste período 2770 milhões de euros em juros e mais 175 milhões de euros em comissões pela chamada «ajuda financeira» concedida em Maio de 2011, no montante de 78 mil milhões de euros.

Em simultâneo, o mesmo organismo deu a conhecer, na sua síntese de execução orçamental, que o Estado foi buscar aos bolsos dos portugueses mais 2507,5 milhões de euros só em receitas do IRS, elevando o total arrecadado deste imposto para 10,6 mil milhões de euros, ou seja, um aumento de 30,9 por cento.

A receita do IRC (imposto sobre as empresas) cresceu 9,2 por cento, para um total de 3799,9 milhões de euros.

Por seu turno, o IVA manteve-se como o imposto que gera maiores receitas (12 063,2 milhões de euros), embora tenha permanecido quase estagnado, seguindo a tendência do consumo, igualmente visível noutros impostos como o imposto sobre veículos, o imposto sobre o tabaco ou o imposto de selo que diminuíram face ao ano anterior.

Assim, a quase totalidade dos 2666,1 milhões de euros que o Estado recebeu a mais em impostos foram subtraídos directamente aos rendimentos do trabalho (IRS).


Kalachnikov um herói da URSS

Mikhail Kalachnikov, o criador da célebre arma de assalto AK-47, faleceu, dia 23, aos 94 anos, na cidade de Ijevsk, região de Udmúrtia, no Leste europeu da Rússia.

Foi sepultado na sexta-feira, 27, com honras de Estado, no cemitério federal militar em Mitichchi, nos arredores de Moscovo.

Nasceu em 1919, na localidade de Kuriá, na região de Altai. Filho de camponeses trabalhou nos caminhos-de-ferro até ser chamado para o serviço militar em 1938, onde serviu em unidades de blindados, revelando de imediato o seu talento de inventor. Ferido gravemente durante a invasão nazi, aproveita o período de convalescença para desenvolver os primeiros protótipos de uma nova espingarda automática.

O projecto só ficaria concluído em 1947, ano em que a AK-47 vence um concurso estatal e é adoptada pelo Exército Vermelho. Após alguns aperfeiçoamentos, a arma conheceu uma divulgação invulgar, estimando-se que tenham sido fabricadas mais de 100 milhões de exemplares em todo o mundo.

O papel relevante que a Kalachnikov teve nas guerras de libertação nacional faz com que continue a ser um símbolo para muitos povos, estando representada nomeadamente, na bandeira nacional de Moçambique.

Pelas suas criações, Mikhail Kalachinkov, tornou-se a pessoa mais condecorada da URSS, tendo recebido o Prémio Stáline em 1949 e o Prémio Lénine em 1964, entre dezenas de ordens, medalhas e outras distinções.

Membro do PCUS desde 1952, manteve até ao fim da sua vida os seus ideais comunistas e o orgulho de ter feito parte da geração que derrotou o nazi-fascismo e afirmou a URSS como potência socialista mundial.


China assinala aniversário de Mao

O presidente da China e líder do partido comunista, Xi Jinping, visitou, dia 26, o mausoléu de Mao Tsé Tung, num momento em que por todo o país se assinala os 120 anos do nascimento do histórico revolucionário.

No mesmo dia, discursando no Grande Salão do Povo em Pequim, Jinping evocou Mao e outros dirigentes de gerações anteriores como «grandes figuras» da luta nacional contra a opressão de classe, relatou a agência Xinhua.

O actual chefe de Estado chinês caracterizou Mao Tsé Tung, fundador do Partido Comunista, do Exército Popular de Libertação e da República Popular da China, como «um grande revolucionário, estratega e teórico».

«Mao é uma grande figura que mudou a face da nação e conduziu o povo chinês para um novo destino», realçou Jinping, defendendo uma abordagem histórica correcta para avaliar uma figura histórica.

Os líderes revolucionários não são deuses, mas seres humanos». «Não podemos venerá-los como deuses ou impedir que o povo aponte e corrija os seus erros apenas porque são grandes figuras; tão pouco podemos repudiá-los totalmente e assim apagar as suas realizações históricas apenas porque cometeram erros», considerou Jinping.



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