Aconteu
Negócio dos submarinos «rendeu» milhões

A aquisição por Portugal de dois submarinos alemães proporcionou aos quatro arguidos no processo e a membros do Grupo Espírito Santo 27 milhões de euros, segundo apurou o inquérito do Ministério Público.

Apesar dos factos estabelecidos, o caso foi arquivado por «impossibilidade de recolher prova documental», como se explica numa nota do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), divulgada dia 18.

O DCIAP adianta ainda que não teve acesso «aos dados constantes do RERT (Regime Excepcional de Regularização Tributária) e às declarações dos arguidos», o que inviabilizou «a possibilidade de incriminação por fraude fiscal». Também «não foi possível imputar o crime de corrupção», nem de branqueamento de capitais.

No entanto, o documento afirma que cada membro do Conselho Superior do Grupo Espírito Santo recebeu um milhão de euros. Trata-se em concreto de António Luís Roquette Ricciardi, Ricardo Espírito Santo Salgado, Manuel Fernando Espírito Santo Silva e José Manuel Pinheiro Espírito Santo Silva.

Foi ainda depositado um milhão de euros em nome de «Mónica, Marta, Tiago e Pedro Mosqueira do Amaral».

O DCIAP refere igualmente que investigou um eventual crime de prevaricação de titular de cargo político, confirmando a celebração «de um contrato substancialmente diverso do adjudicado pela Resolução do Conselho de Ministros, com alteração de aspectos essenciais em matéria de direitos e deveres das partes».

O contrato da compra dos dois submarinos por mil milhões de euros foi assinado em 2004, quando Durão Barroso era primeiro-ministro e Paulo Portas ministro da Defesa.


Filme homenageia Carlos do Carmo

Carlos do Carmo foi homenageado, dia 21, data do seu 75.º aniversário, com a exibição do documentário «Um Homem no Mundo», no Cinema S. Jorge, em Lisboa.

A película, da autoria de Ivan Dias, traça o percurso pessoal e artístico do cantor, de quem se descobriu uma gravação aos 11 anos a cantar.

Em declarações à Lusa, Carlos do Carmo revelou que o cineasta começou as filmagens há ano e meio, antes de ser anunciada a atribuição Grammy Latino de carreira.

O documentário só terá estreia nacional em 2015, depois de resolvido o pagamento de direitos de autor, solicitados pela SPA, e que «são muito superiores ao somatório das receitas previstas de exploração», disse o cantor.

 


Faleceu o actor António Montez

António Montez, natural do Cartaxo, faleceu, dia 22, aos 73 anos, em Lisboa. Ao longo da sua longa carreira artística, participou em várias peças de teatro, fez cinema, foi encenador e integrou com regularidade os elencos de séries televisivas, desde a telenovela «Vila Faia».

Nascido em 1941, António Montez enveredou pela carreira de actor aos 23 anos, no Teatro Experimental do Porto, onde na época trabalhava o encenador Carlos Avilez.

O actor fixou-se em Lisboa, no final da década de 1960, trabalhando para companhias da capital, na rádio e para a televisão.

Fez parte do elenco da «Trilogia das Barcas», de Gil Vicente, e do «Auto da Natural Invenção», em adaptações de Luís Francisco Rebello, sob a direcção de Artur Ramos, para a RTP.

Trabalhou igualmente na adaptação de «Morte de um Caixeiro Viajante», de Arthur Miller, ao lado de Fernanda Borsatti e Rogério Paulo.

Em 1974 fez parte do grupo fundador do Teatro Adoque, estreando originais como «Pides na Grelha» e «CIA dos Cardeais». Foi sepultado, dia 24, no cemitério dos Olivais.

O Secretariado do Sector Intelectual da ORL do PCP emitiu uma nota a propósito do falecimento do actor na qual, para além de prestar as «mais sentidas condolências à família», destaca a participação de António Montez na luta «pela liberdade e pela democracia ainda antes da Revolução de Abril» e a sua qualidade de «intelectual empenhado na construção de um País de progresso, soberano e desenvolvido». O PCP sublinha ainda o seu percurso de décadas «na promoção da cultura, quer na sua divulgação, quer no desempenho da profissão, no teatro, no cinema, na rádio ou na televisão, da revista ao drama, passando pela comédia, com uma polivalência e uma versatibilidade notáveis».

Na nota destaca-se ainda a ligação antiga de António Montez ao PCP, vinda de antes do 25 de Abril e mantida já em liberdade. «A sua participação generosa em diversas iniciativas políticas e culturais do PCP, bem como a sua pronta disponibilidade para o apoiar publicamente nos sucessivos actos eleitorais até aos nossos dias são a expressão mais visível do seu empenho e confiança na construção de um Portugal em que os valores de Abril estarão presentes», realça o Sector Intelectual.


21x21 personalidades

«21 personalidades dos séculos XX-XXI escolhem as 21 personalidades portuguesas do milénio» é o novo livro lançado pela Modo de Ler.

A obra foi concebida pelo editor José da Cruz Santos e realizada pelo jornalista e escritor Valdemar Cruz.

Com prefácio de António Ramalho Eanes, 21 figuras personalidades do presente, de diversas áreas e quadrantes políticos, falam sobre o português que consideram como o mais marcante de todos os tempos.

Aqui encontramos um depoimento de Carlos Carvalhas sobre Álvaro Cunhal.

 



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