Aconteu
Pobreza aumenta em Portugal

O risco de pobreza continuou a aumentar em Portugal em 2013, afectando já quase dois milhões de portugueses, de acordo com os dados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento divulgados, dia 30, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo os dados do INE, 19,5 por cento das pessoas estavam em risco de pobreza em 2013 face aos 18,7 por cento do ano anterior.

Sem as pensões de reforma, de sobrevivência e os apoios sociais, 47,8 por cento da população residente em Portugal estaria em risco de pobreza em 2013.

O fosso entre ricos e pobres voltou a acentuar-se, passando de 6,0 em 2012 para 6,2 em 2013. Os rendimentos dos dez por cento da população com maiores recursos foi 11,1 vezes superior ao rendimento dos dez por cento da população com menores recursos (10,7 em 2011 e 9,4 em 2010).

O inquérito do INE apresenta ainda dados provisórios relativos a 2014 sobre a situação de privação material, adiantando que no ano passado 25,7 por cento dos residentes em Portugal viviam em privação material e 10,6 por cento em situação de privação material severa, dados semelhantes aos registados no ano anterior.


Crianças sem escola

Um relatório da Unicef revela que, a nível mundial, 121 milhões de crianças e adolescentes não frequentam a escola.

O estudo, intitulado «Corrigindo a promessa quebrada da educação para todos», refere que, no Ensino Básico, há 58 milhões de crianças entre os seis e os 11 anos que não frequentam a escola.

Se a tendência actual se mantiver, duas em cada cinco (15 milhões de raparigas e dez milhões de rapazes) dificilmente entrarão, algum dia, numa sala de aula, salienta o relatório divulgado dia 28.

No ciclo de ensino seguinte, entre os 12 e os 14 anos, há 63 milhões de adolescentes fora da escola.

Além disso, e embora o acesso à educação tenha aumentado no início do milénio, esse progresso estagnou em 2007.

De acordo com o relatório, as regiões com maior percentagem de crianças e adolescentes fora da escola são a África Ocidental e Central (27% de crianças e 40% de adolescentes, respectivamente), a África Oriental e do Sul (15% e 27%) e o Sul da Ásia (6% e 26%).

 


Unicef alerta para crises humanitárias

A Unicef apelou, dia 29, à concessão um montante recorde de 3,1 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros) para ajudar 98 milhões de pessoas, dois terços das quais são crianças, em 71 países, que vivem em regiões atingidas por crises humanitárias.

«Quer se trate de catástrofes naturais mortíferas ou de violentos conflitos ou ainda de epidemias de propagação rápida, as crianças do mundo inteiro enfrentam uma nova geração de crises humanitárias», declarou Afshan Khan, directora dos programas de emergência do Fundo das Nações Unidas para a Infância.

«Estas crises, provocadas pela fractura social, as alterações climáticas e as doenças, prejudicam as crianças como nunca», adiantou a responsável.

Em Janeiro de 2014, a Unicef pediu 2,1 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) com o mesmo objectivo, pedido que só foi financiado a 52 por cento.

 


IDE na China supera os EUA

A China foi o principal destino mundial do investimento directo estrangeiro (IDE) em 2014, captando 127 600 milhões de dólares (112 700 milhões de euros), contra 123 900 milhões em 2013.

Segundo dados divulgados na semana passada pela Nações Unidas, verificou-se uma tendência inversa nos Estados Unidos, onde, no mesmo período, o IDE se reduziu de 230 800 milhões para apenas 86 mil milhões, ficando em terceiro lugar atrás de Hong Kong.

Segundo constata a Conferência sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), trata-se de uma tendência que se observa desde há anos e que se acentuou com a crise económica. Os investimentos estrangeiros afastam-se das economias mais desenvolvidas e fixam-se em países emergentes ou em desenvolvimento, os quais atraíram 56 por cento dos activos mobilizados.

 


Faleceu José da Ponte

O músico José da Ponte faleceu, dia 29, aos 60 anos, no Hospital S. Francisco Xavier.

Compositor, baixista e produtor musical, iniciou a actividade artística em 1976, com a participação no álbum «Homo Sapiens», um projecto do compositor José Luís Tinoco.

Como baixista colaborou com Pedro Barroso, Jorge Palma e António Variações, entre outros. Foi fundador em 1980 do grupo «Salada de Frutas», produzindo mais tarde trabalhos das cantoras Dora e Dulce Pontes.

Quadro activo da Sociedade Portuguesa de Autores, foi distinguido em Maio do ano passado com a Medalha de Honra da SPA.

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