Governo maltrata a cultura

Uma delegação do PCP, dirigida pelo Secretário-geral, esteve reunida no dia 4 com a administração do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, para recolher contributos e sugestões para a construção do seu programa eleitoral. Em declarações aos jornalistas, Jerónimo de Sousa começou por acusar o Governo de «maltratar a cultura», desde logo ao substituir o antigo Ministério pela actual Secretaria de Estado e ao consagrar para a cultura a «verba escandalosa» de 0,1 por cento do Orçamento do Estado.

Lembrando que a cultura é um factor «insubstituível e indispensável para a democracia», o dirigente comunista alertou para as dramáticas consequências do brutal subfinanciamento público, ao mesmo tempo que manifestou a sua confiança na possibilidade de o teatro vir a ter na sociedade «o papel que teve no passado». Quanto ao encontro em concreto, Jerónimo de Sousa considerou-o «muito útil» para quem, como o PCP, constrói o seu programa eleitoral a partir da realidade.

Por seu lado, o presidente do conselho de administração do Teatro Nacional D.Maria II, Nuno Honrado, confirmou à Lusa as preocupações manifestadas pelo PCP quanto às dificuldades por que a instituição atravessa. A delegação do Partido, acrescentou, ficou também a conhecer o projecto do Teatro Nacional e o seu funcionamento. O financiamento é, para Nuno Honrado, o grande problema do tempo presente.

A delegação do PCP era ainda composta por Jorge Pires, da Comissão Política, Miguel Soares, do CC, o deputado Miguel Tiago, e André Albuquerque, actor e membro do Sector Intelectual.




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