Editorial

«É com a força imensa e a iniciativa deste povo que a CDU conta»

COM A FORÇA DO POVO<br>É POSSÍVEL

Continua a sentir-se os bons efeitos da marcha nacional «A força do povo» promovida pela CDU, que no passado dia 6 trouxe a Lisboa a força imensa de mais de 100 mil pessoas. Um verdadeiro mar de gente combativa e confiante a afirmar a necessidade de ruptura com 38 anos de política de direita e a mostrar que, com a força do povo, com a convergência de democratas e patriotas, com a CDU, é possível uma alternativa patriótica e de esquerda, é possível uma vida melhor para os trabalhadores e o povo, é possível um Portugal independente e soberano, que é o mesmo que dizer um Portugal com futuro.

Foram milhares e milhares de pessoas – homens, mulheres, jovens, trabalhadores, reformados e desempregados – atingidas pela política de exploração e empobrecimento dos governos do PS, PSD e CDS que querem um País de progresso e de justiça social, uma política patriótica e de esquerda.

Continua a agravar-se a situação económica e social do País. Perante a iminência de uma derrota nas eleições legislativas, o Governo acelera o seu plano de «reformas». Insiste na política do facto consumado, como o comprovam o caso da TAP, a ofensiva contra os trabalhadores da Administração Pública, contra os serviços públicos e as funções sociais do Estado, os pacotes legislativos na Justiça, SIRP, actividade bancária e relativamente à cobertura das campanhas eleitorais pelos órgãos da comunicação social. Nesta ofensiva, em que se destaca o nebuloso processo de privatização da TAP, conta com a cumplicidade activa do Presidente da República, como ficou mais uma vez evidente no seu discurso do 10 de Junho e em diversas declarações sobre actos e estratégia do Governo.

Na mesma linha, PSD e CDS preparam-se para as eleições com um programa que visa prosseguir e aprofundar a política de exploração e empobrecimento, preconizando novos cortes nos salários e pensões, mais privatizações, mais injustiça fiscal, mais regressão social com novos cortes nos serviços públicos e funções sociais do Estado, maior submissão à UE.

O PS, por sua vez, aprovado o programa eleitoral de comprometimento com os eixos essenciais da política de direita, procura agora ocultar as suas posições dissimulando os verdadeiros objectivos em diversas áreas, nomeadamente nas questões da segurança social e do desemprego.

A CDU desenvolve uma acção dinâmica com a multiplicação de iniciativas por todo o País: no passado fim-de-semana, nos Açores, um bom ambiente rodeou as iniciativas, que contaram com a participação do Secretário-geral do Partido. Prosseguiram também as audições para a construção do programa eleitoral do PCP, no dia 9, com o tema «Combater a desertificação, promover o desenvolvimento e a coesão» e, hoje, sobre «A política patriótica e de esquerda e os direitos das Mulheres». Anteontem, em Setúbal, amanhã, em Braga e, na próxima terça-feira em Évora, realiz(ar)am-se actos públicos da CDU, com a participação do Secretário-geral e do primeiro candidatos das listas da CDU por aqueles círculos eleitorais. No próximo domingo, realiza-se o comício-festa na Covilhã e no dia 27, no Seixal, o almoço nacional de dirigentes, delegados, activistas sindicais e membros das CT.

Prossegue a jornada nacional de contacto com os trabalhadores e a população, de denúncia e proposta, de afirmação da CDU como alternativa à política de direita.

A batalha eleitoral exige que cada membro do PCP, do PEV e da ID e muitos outros democratas e patriotas independentes que reconhecem na CDU um espaço de unidade e convergência com soluções para uma vida melhor se transforme em activistas da Coligação Democrática Unitária PCP-PEV.

Prossegue também a preparação da Festa do Avante!, que deve ser agora a grande prioridade do trabalho das organizações do Partido. Prosseguem as jornadas de trabalho, que têm vindo a contar com a participação de um elevado número de militantes e simpatizantes do PCP, activistas da CDU e muitos democratas e patriotas independentes que valorizam a Festa como grande realização político-cultural, festa de Abril, da juventude, dos trabalhadores e do povo português. Importa continuar a divulgar e promover a Festa distribuindo o jornal dos artistas e colocando os materiais de propaganda. Requer uma particular atenção a organização e intensificação da venda antecipada da EP.
 

Desenvolve-se também a luta de massas. Foi elevada a participação nas acções em defesa da cultura (Coimbra, Almada e Lisboa) e em diversas lutas das populações contra a municipalização da Educação e da Saúde, bem como a adesão à greve na Covibus. Durante esta semana,  realizam-se as jornadas de luta dos transportes, no dia 20 a manifestação nacional de professores e, no dia 26, a luta de produtores de leite em Aveiro e a concentração dos trabalhadores da Administração Pública junto à AR.
 

Sublinhando o grande impacto da marcha no desenvolvimento de uma dinâmica de confiança que é preciso projectar na batalha eleitoral, importa ter presente o apelo do camarada Jerónimo de Sousa no final da sua intervenção: «Sim, podemos chegar lá! Com a vontade e a força do povo. Aos muitos e muitos que engrossam a corrente dos que afirmam que temos razão, que é com o PCP e a CDU que o País vai para a frente, lhes dizemos: decidam no vosso interesse, no interesse do País e do direito de todos a um futuro digno e dêem força à CDU!».

 


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