Saiu das bancadas da CDU a voz de denúncia
Sessão pública em Coimbra
Vontades de mudança

«Coimbra precisa de eleger deputados da CDU, engrossando o grupo parlamentar que mais contributos legislativos produz, numa lógica de serviço ao povo, de permanente resposta aos eleitores, de prontidão para a presença em todas as lutas, do piquete de greve às bancadas de São Bento», afirmou, no dia 2, Manuel Pires da Rocha, primeiro candidato da Coligação PCP-PEV pelo círculo eleitoral de Coimbra.

Na Praça 8 de Maio, em Coimbra, estiveram várias centenas de pessoas numa sessão pública que contou com a presença de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, na qual Manuel Pires da Rocha foi apresentado publicamente como o cabeça de lista da CDU por aquele distrito.

Na sua intervenção, o primeiro candidato recordou que nas últimas eleições para a Assembleia da República a Coligação PCP-PEV esteve muito perto de eleger um deputado pelo círculo de Coimbra. Mesmo não o tendo conseguido, sublinhou, «saiu das bancadas da CDU a voz de denúncia, mas também a proposta de solução, do mal que os governos alternantes têm feito ao Hospital dos Covões, ao Sobral Cid, aos enfermeiros do Rovisco Pais, ao Hospital da Figueira da Foz, ao de Cantanhede, à Ortopedia do Pediátrico de Coimbra, à extensão de saúde da Adémia».

Segundo Manuel Pires da Rocha, os deputados do PCP-PEV são, também, «os que levam ao Parlamento a notícia do mal feito à rede escolar, nomeadamente através do encerramento de escolas, são quem denuncia a transferência de responsabilidades relacionadas com o financiamento ao Ensino Superior para o juízo de organismos, como a Fundação para a Ciência e Tecnologia, cuja missão é a de humilhar, desmoralizar, liquidar centros de investigação como o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores da Universidade de Coimbra, que vem desenvolvendo um trabalho que só poderia ser motivo de orgulho».

«Mas a CDU vai ao encontro dos trabalhadores na ERSUC, na Aquinova de Mira, nos CHUC, na Administração Local, na Conforlimpa, nos CTT criminosamente privatizados, no Instituto Português do Sangue, na TRANSDEV, na Aquinos, na Karamos, na Gráfica de Coimbra, na indústria conserveira», valorizou o cabeça de lista, acrescentando ainda que os deputados do PCP-PEV apresentaram «soluções» para o Ramal de Cantanhede e para a Linha do Oeste, se opuseram «à morte» dos Estaleiros Navais do Mondego e estiveram ao lado dos trabalhadores da Cultura e dos agentes culturais do distrito.

A favor do povo

Na sua intervenção, Manuel Pires da Rocha afirmou que a CDU está em condições de «governar Portugal a favor dos anseios do povo», porque «constitui uma força política que está implantada em todos os sectores da actividade produtiva, associativa, cultural, científica». «Uma força numerosa e organizada que mesmo permanentemente silenciada nos grandes canais de comunicação – como aconteceu na recente Marcha “A força do povo» – se fez ouvir, no meio da indignidade como nos lugares de criação de prosperidade», reforçou.

Alternativa patriótica

Jerónimo de Sousa, por seu turno, referiu que a «recente evolução na União Europeia e a sua postura face à Grécia» mostram «a necessidade da ruptura com a política de direita e de uma alternativa patriótica e de esquerda».

O Secretário-geral do PCP considerou «inaceitável a postura de alinhamento do Governo PSD/CDS, mas também do Presidente da República, no processo de chantagem e ingerência da União Europeia (UE) e do FMI sobre a Grécia, colocando-se na primeira linha da frente deste vergonhoso processo de pressão contra o povo grego, visando a sua rendição incondicional».

«Uma posição condenável que traduz a clara opção que tem conduzido a sua intervenção em Portugal nestes quatro anos de governo, a de colocar sempre os interesses dos especuladores e agiotas à frente dos interesses nacionais e do nosso povo. Uma inaceitável postura que procura salvaguardar a continuação da política de subjugação dos interesses e direitos dos trabalhadores, do povo e do País aos ditames da troika estrangeira e das suas políticas, e justificar e branquear as brutais consequências económicas e sociais do pacto de agressão imposto aos portugueses. Uma postura que é contrária aos interesses do povo e do nosso País», criticou, reafirmando, mais uma vez, a solidariedade do PCP para com «os trabalhadores e o povo grego, que resistem e lutam contra as imposições da UE e do FMI, defendendo os seus direitos, interesses e soberania nacional».




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