Editorial

«Com determinação, convicção e confiança, construiremos um Portugal com futuro»

FESTA DE ABRIL PELA ALTERNATIVA

Como era expectável, PSD e CDS afinam a sua estratégia eleitoral. Responsabilizam o PS pela desastrosa situação a que o País chegou. Culpam-no por ter chamado a troika que impôs os tremendos sacrifícios suportados pelo povo. Vão ao ponto de pedir desculpa aos portugueses por esses sacrifícios que dizem ter sido inevitáveis. Mas acrescentam que valeu a pena, que o pior já passou, que estão a chegar os novos tempos de emprego, estabilidade e crescimento. E à medida que fazem subir de tom a mistificação e a propaganda, vão distribuindo recursos e benesses e branqueando a acção do Governo e os seus desastrosos resultados (desemprego, precariedade, pobreza, emigração, perda de soberania nacional, crescimento da dívida, privatizações, ataque às funções sociais do Estado).

O PS, por sua vez, não consegue esconder a sua identidade estratégica com todos os grandes objectivos da política de direita. Sobrevalorizando diferenças secundárias, procura ludibriar os portugueses com falsas alternativas. Neste esquema bipolar, que a comunicação social dominante tudo faz para empolar, vai agitando o medo pela possibilidade da vitória do PSD/CDS para atrair o que chama «voto útil» e alcançar a desejada maioria absoluta.

A verdade é que o voto em qualquer dos partidos da política de direita (PS, PSD e CDS) só é útil para o grande capital, como se percebe pela aposta que este vem fazendo na alternância dos dois polos para salvar e prosseguir a política de exploração e empobrecimento com que vai reconstituindo os monopólios.

A CDU continua a desenvolver uma dinâmica de afirmação com iniciativas caracterizadas por expressivas participações que reflectem os avanços no reforço da organização e a confiança nas possibilidades de crescimento eleitoral. É um entusiasmo que resulta da convicção de que com mais votos e mais eleitos se criarão melhores condições para a concretização de uma alternativa política patriótica e de esquerda, que rompa com o ciclo político a que PS, PSD e CDS desde há 39 anos vêm amarrando o País.

Foram evidenciadoras deste bom clima político as acções recentemente realizadas com a participação do Secretário-geral do PCP na Figueira da Foz, Ovar (Esmoriz), Vila Franca de Xira, Tábua, Almada e Lisboa. Iniciativas que prosseguem, hoje, no Seixal, amanhã em Grândola e sábado na Quinta da Atalaia, onde Jerónimo de Sousa dirigirá uma saudação aos participantes na Jornada de Trabalho da Festa do Avante!. Construção que se encontra próxima do fim, depois de um grande esforço que envolveu centenas e centenas de camaradas e amigos em milhares e milhares de horas de trabalho voluntário.

Falta praticamente uma semana para a abertura da 39.ª edição da Festa do Avante!.

Para o êxito desta Festa concorrerá não só o êxito das suas iniciativas e a sua dimensão política, mas todos os aspectos da sua construção e funcionamento, sem esquecer que este ano a Festa ganha uma acrescida importância no quadro da batalha das eleições legislativas, de que, na prática, vai ser a grande iniciativa de arranque de campanha.

Importa por isso um último esforço no trabalho na mobilização e uma cuidadosa organização de contactos e, mesmo na recta final, o alargamento da rede de dinamizadores da venda da EP, sem esquecer os muitos camaradas e amigos que não podendo ir à Festa, estão disponíveis para a sua compra solidária.

No plano da luta de massas, assinala-se a luta desenvolvida pelos trabalhadores do grupo Montebelo, a continuação da greve dos enfermeiros, as lutas dos trabalhadores do SPdH, da Soflusa, dos trabalhadores do serviço fluvial da empresa municipal de transportes de Aveiro (MoveAveiro) e de activistas e dirigentes do STAL pela publicação dos ACEP, a recuperação de salários e direitos, a abolição da sobretaxa de IRS e o fim da exploração abusiva de desempregados através de contratos de inserção.

Trinta e nove anos de política de direita com as suas consequências desastrosas pareceriam por si só suficientes para levar os trabalhadores e o povo a usar o voto útil na defesa dos seus interesses e direitos, votando na CDU. Porém, a ideologia dominante, como se está de novo a assistir nesta batalha eleitoral, investe vultuosos meios na promoção das candidaturas que assegurem a continuação da política de direita (PS, PSD/CDS) e na desvalorização e silenciamento da CDU e das suas soluções para o País. É imprescindível reforçar a rede de contactos para o esclarecimento, mobilização e confiança. Mais votos e mais eleitos da CDU darão mais força à possibilidade da ruptura e da mudança necessárias ao País.

São muitos os constrangimentos e amarras que limitam a liberdade de quem vota. Mas ninguém é dono dos votos dos portugueses. E tal como fomos capazes de promover a grande marcha nacional de 6 de Junho e vamos conseguir realizar uma grandiosa festa do Avante!, com a nossa organização, com o trabalho, honestidade e competência que caracteriza a CDU, com a unidade e convergência de democratas e patriotas, com a força do povo, estamos em condições de influenciar um expressivo crescimento eleitoral da coligação PCP-PEV. Com determinação, convicção e confiança, construiremos um Portugal com um futuro melhor.

 


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