Aconteu
Idosos vivem pior

O bem-estar social e económico das pessoas com 60 ou mais anos de idade degradou-se acentuadamente em Portugal nos últimos anos, segundo o índice Global AgeWatch 2015, divulgado dia 9.

O estudo, realizado pela rede internacional HelpAge, revela que o nosso País é o terceiro pior da Europa Ocidental a cuidar desta camada da população, só à frente de Malta e Grécia

Entre os 96 países do mundo avaliados, Portugal aparece agora em 38.º lugar, tendo caído uma posição em relação ao ano passado e quatro posições face a 2013.

Por indicadores, Portugal fica na 83.ª posição em matéria de capacitação, que inclui o emprego e a educação, e na 51.ª no que toca a ambiente social. O relatório estima que cerca de 20 mil idosos vivem em três mil lares ilegais, e mais de 39 mil idosos vivem sozinhos ou isolados.

O indicador da Saúde continua a ser o mais positivo, mas as medidas de austeridade contribuíram para a deterioração das condições de acesso, em particular das populações das zonas rurais, salienta o estudo.

 


Pobreza atinge 25% da população da UE

Cerca de 123 milhões de pessoas (um quarto da população) vivem actualmente em risco de pobreza nos países da União Europeia, ao mesmo tempo que uma enorme riqueza se concentra nas mãos de apenas 342 multimilionários.

Estes dados constam no estudo intitulado «Europa para a maioria, não para as elites», apresentado dia 9, em Madrid, pela Oxfam.

A organização não-governamental alerta que a desigualdade na UE em 2015 atinge níveis «inaceitáveis», fenómeno que tem sido agravado pela crise económica e pelas medidas de austeridade.

Em 2013, cerca de 50 milhões de pessoas na UE não conseguiam satisfazer as suas necessidades materiais básicas, o que representou na altura um aumento de 7,5 milhões de pessoas em relação aos valores de 2009.

Nesse mesmo período, o número de bilionários aumentou de 145 para 222 e o sector dos bens de luxo na Europa registou um aumento de 28 por cento.

Como sublinha esta ONG, «a pobreza na UE não é um problema de escassez, mas sim de distribuição de recursos», a prova é que um por cento dos mais ricos detém quase um terço da riqueza do continente.

 


Água – direito humano

Uma larga maioria dos deputados do Parlamento Europeu aprovou, dia 8, o Relatório sobre a Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE), «A água é um direito humano».

O documento, da autoria da deputada irlandesa Lynn Boylan, do GUE/NGL, reconhece o acesso à água e ao saneamento como um direito humano, opondo-se à sua privatização e defendendo a exclusão destes serviços de quaisquer acordos internacionais, nomeadamente o TTIP ou o TISA.

Na sua declaração de voto, a deputada do PCP, Inês Zuber, lembrou que apesar de a ICE ter recolhido perto de 1,9 milhões de assinaturas, a Comissão Europeia não só não respondeu às principais aspirações dos seus requerentes, como não alterou a política da UE, pondo a nu as limitações deste mecanismo criado supostamente para promover a democracia participativa.

A deputada salientou que o relatório se inscreve na luta dos que se batem contra a liberalização da água e do saneamento.

 


FBI espiou García Márquez

O escritor colombiano e prémio Nobel da Literatura (1982) foi espiado durante 24 anos pelo FBI, segundo revelou, dia 4, o diário norte-americano The Washington Post.

Os agentes do FBI começaram a vigiar Gabriel García Márquez em 1961, por ordem do então director dos serviços, Edgar Hoover. Nessa altura, o jovem escritor tinha acabado de se instalar em Nova Iorque a fim de trabalhar para a agência cubana Prensa Latina.

A Agência Federal publicou 137 páginas dos seus arquivos relacionadas com García Márquez, falecido em 2014, mas mantém em segredo pelo menos outras tantas.


Gramophone distingue Maria João Pires

A pianista Maria João Pires foi distinguida pelos prémios Gramophone pela gravação dos concertos para piano n.º 3 e n.º 4 de Beethoven, anunciou a organização, dia 10, que entrega hoje os galardões, em Londres.

Os prémios são atribuídos anualmente pela revista britânica Gramophone através da votação de membros da indústria e de um júri de críticos, que distinguiu a pianista portuguesa na categoria Concerto.

Maria João Pires gravou o disco com a Orquestra Sinfónica da Rádio Sueca, sob direcção do maestro britânico Daniel Harding, tendo sido o primeiro lançamento da pianista na editora Onyx Classics, onde entrou em 2013.

 



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