Estivadores decidem lutar

Perante a ruptura da negociação do contrato colectivo de trabalho, o Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal revelou no dia 23, sexta-feira, que nos próximos dias iria anunciar acções de luta. «Os patrões deixaram cair definitivamente a máscara quando, a 15 de Setembro de 2015, comunicaram oficialmente que o contrato colectivo de trabalho iria caducar ao fim de 60 dias», acusa o sindicato.
«Duas semanas depois, a Mota-Engil e o Novo Banco comunicaram à CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) que tinham chegado a acordo com o grupo multinacional turco Yildirim para a alienação do seu capital nos negócios das áreas portuárias e de logística, deixando claro que nunca estiveram de boa-fé em todo este processo, que ficou assim ferido de morte com toda esta vergonhosa e concertada negociata entre o capital nacional e estrangeiro e o Governo PSD/CDS», afirma-se no documento, citado pela agência Lusa.
O presidente do sindicato explicou que a venda foi feita «no pressuposto de que não havia contratação colectiva em vigor» e a um grupo que «despediu todos os estivadores do porto de Oslo» quando assumiu a sua concessão. Explica-se assim, disse António Mariano à Lusa, que «os patrões tenham rasgado o contrato colectivo de trabalho, facilitando a venda dos portos portugueses a uma multinacional turca com um registo histórico de práticas anti-sindicais». O dirigente alertou que pode ocorrer um despedimento colectivo em Lisboa, «tal como já aconteceu no porto de Aveiro».

 



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