Defender a agricultura familiar

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O candidato comunista esteve nos distritos de Coimbra e Viseu, no dia 4, para aprofundar o conhecimento da agricultura familiar no contacto com os seus representantes, abordar os seus problemas, apresentando a visão da candidatura. 
Em declarações à comunicação social no final da reunião com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Edgar Silva destacou «a convergência de opiniões quanto à importância da pequena e média agricultura para defender a soberania alimentar nacional, garantir a alimentação com qualidade do nosso povo e assegurar a defesa de um mundo rural vivo e dinâmico».
Recordando as preocupações que lhe foram transmitidas pela CNA, o candidato sublinhou que Constituição da República (CR) consagra, no seu artigo 97.º, o apoio preferencial do Estado aos pequenos e médios agricultores, mas que a realidade se opõe ao que decorre do texto constitucional, com 80 por cento dos apoios concentrados em cinco por cento dos grandes produtores. Edgar Silva qualificou esta situação como «grosseira violação da CR» por parte dos órgãos de soberania e defendeu um Presidente da República que se afirme como «primeiro provedor do povo», na defesa do interesse nacional.

Em Moimenta da Beira

Já no distrito de Viseu, Edgar Silva visitou a Cooperativa Agrícola do Távora (Moimenta da Beira) e reuniu-se com a direcção da instituição. O presidente da direcção sublinhou o apoio que PCP e CDU têm dado às justas reivindicações da cooperativa, fez um retrato da sua actividade e destacou alguns dos problemas que enfrenta como consequência das políticas de sucessivos governos. Na sua intervenção, Edgar Silva abordou a importância da soberania alimentar e económica, e afirmou o compromisso de colocar ao serviço do País os seus recursos, riquezas e potencialidades.

No Caramulo

Ao fim da tarde, o candidato comunista reuniu-se com produtores apícolas e florestais e com representantes dos conselhos directivos de baldios, na Casa do Mel, na Vila do Caramulo (Tondela). Na presença de dezenas de pessoas, José Teixeira, presidente da Balflora – Secretariado dos Baldios do Distrito de Viseu, e José dos Prazeres, da Associação dos Apicultores da Serra do Caramulo, apresentaram um retrato dos seus sectores. Edgar Silva, por seu lado, fez um balanço de um dia dedicado aos problemas da agricultura familiar, e, como exemplo, abordou a situação dramática dos produtores de leite – 70 mil há 20 anos e hoje seis mil, metade dos quais na Região Autónoma dos Açores.
Como contraponto, afirmou que «o País tem todas as capacidades, recursos e competências para assegurar a soberania alimentar e o desenvolvimento económico», para fazer frente aos «interesses de classe do capital e do sector financeiro», e concluiu com um apelo ao empenho de todos na batalha eleitoral e uma palavra de esperança: «Não estamos condenados!».




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