Breves
EUA

Mais de mil civis morreram atingidos pela polícia norte-americana em 2015. De acordo com um estudo elaborado pelo Washington Post, a maioria das vítimas ou tinha uma arma, ou sofria de tendências suicidas ou distúrbios mentais, ou estava em fuga. Por outro lado, no portal Globalresearch.com, em artigo assinado por Tom Hall, calcula-se o total de mortos pelas autoridades em 1160 durante este ano, e estima-se que os negros sejam 2,5 vezes mais vítimas do uso abusivo da força que os brancos.


Escravatura

Pelo menos 35,8 milhões de pessoas são traficadas ou forçadas a trabalhar. Os dados da ONG australiana Walk Free Foundation (WFF) reportam-se ao final de 2014 mas foram recordados a 6 de Dezembro último quando se assinalaram os 150 anos da abolição da escravatura nos EUA, em 1865, em plena guerra civil.

Segundo a WFF, em termos absolutos, a Índia é o país do mundo como maior número de escravos: 14,3 milhões de pessoas. A Europa, sendo a região com o mais baixo índice (em primeiro lugar surge a região da Ásia/Pacífico, com dois terços do total de população escrava), continua a ter mais de meio milhão de escravos, a maioria explorados sexualmente.

As projecções da ONG australiana são diferentes das estimativas mais recentes da Organização Internacional do Trabalho, que calculava em cerca de 21 milhões o número de seres humanos vítimas de tráfico e trabalho forçado.

Entretanto, a Confederação Internacional de Sindicatos (CSI) – organização insuspeita de simpatias para com o sindicalismo de classe, tanto mais que depois da denúncia ficou-se por um apelo à FIFA para que defenda os direitos dos trabalhadores –, acusou as empresas encarregues da construção dos estádios, infra-estruturas e edifícios para fins diversos no âmbito do Campeonato do Mundo de Futebol de 2022, no Catar, de aprisionarem 1,8 milhões de trabalhadores migrantes durante as obras, uma vez que lhes confiscam os passaportes. A CSI alertou, ainda, que a exposição a acidentes de trabalho é de tal forma grave que se calcula que até ao fim das empreitadas possam morrer sete mil trabalhadores.


Colômbia

A libertação dos guerrilheiros presos indultados está a ser injustificadamente adiada, denunciam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP). Através das redes sociais, o primeiro secretário e comandante das FARC-EP, Timoleón Jiménez, repudiou a demora na saída do cárcere dos 30 guerrilheiros que o presidente Juan Manuel Santos e o governo colombiano ordenaram que fossem postos em liberdade, atribuiu culpas a funcionários do Estado que estão a colocar obstáculos indevidos, e considerou que «nada o justifica».


Sudão do Sul

As crianças recrutadas à força no conflito armado sudanês atingiram, este ano, as 16 mil, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância. A UNICEF lamenta que apesar do acordo de paz assinado em Agosto, a situação demonstre «poucos sinais de melhoria», mantendo-se a esmagadora maioria daquelas «nas forças armadas e nos grupos rivais», e persistindo «graves violações dos direitos das crianças, como assassinatos, raptos e violência sexual».

A guerra no Sudão do Sul, desencadeada em Dezembro de 2013, já forçou 2,2 milhões de pessoas a abandonarem as respectivas casas, tendo como consequência um drama humanitário de grandes proporções.


Japão

O valor investido em fusões e aquisições de empresas estrangeiras por parte do grande capital nipónico superou, em Outubro deste ano, o máximo histórico. No total, as empresas japonesas pagaram 75,5 mil milhões de euros nas referidas operações, ultrapassando os 65 mil milhões registados em 2006 e duplicando a cifra contabilizada durante todo o ano de 2014.

O ano passado, o número de sociedades estrangeiras adquiridas foi de 557, total que não deverá ser ultrapassado tendo em conta os negócios confirmados até Outubro de 2015, o que, por outro lado, nota a consultora nipónica Recof, citada pela Lusa, evidencia que a exportação de capital está concentrada em operações de maior envergadura, designadamente no sector financeiro.