Editorial

«Partido necessário, indispensável e insubstituível»

IDEAL E PROJECTO<br>ACTUAIS

No próximo domingo o PCP celebra o seu 95.º aniversário. Em Lisboa, realizar-se-á um comício com a participação do Secretário-geral do PCP. Ao longo do mês de Março, ao longo do ano e na preparação e realização do XX Congresso do PCP marcado para 2, 3 e 4 de Dezembro, serão inúmeras as iniciativas que assinalarão este importante momento da vida do Partido Comunista Português. Momento para lembrar a sua exaltante história e reforçar a sua intervenção com os trabalhadores e o povo, nas lutas de todos os dias, pela defesa, reposição e conquista de direitos, por uma alternativa patriótica e de esquerda, pela democracia avançada vinculada aos valores de Abril, pelo socialismo e o comunismo.

Estas comemorações integram-se na acção de reforço do PCP e na afirmação da actualidade do ideal e do projecto comunista que Álvaro Cunhal, com o contributo insubstituível que deu para a construção do Partido, sintetizou no objectivo por que lutam os comunistas portugueses: «a construção em Portugal de uma sociedade socialista correspondendo às particularidades nacionais e aos interesses, às necessidades, às aspirações e à vontade do povo português – uma sociedade de liberdade e de abundância, em que o Estado e a política estejam inteiramente ao serviço do bem e da felicidade do ser humano».

Entretanto, o PCP continua a intervir no caminho aberto pela nova correlação de forças na Assembleia da República, que permitiu já ganhos e avanços, mesmo que de alcance limitado, que respondem a problemas mais imediatos dos trabalhadores e do povo. Ao mesmo tempo, continua a bater-se pela ruptura com a política de direita e pela alternativa, em que se integra a sua reclamação de renegociação da dívida e o projecto de resolução apresentado na AR de manutenção na esfera pública do Novo Banco, que visa pôr esta instituição bancária ao serviço da economia nacional impedindo, em simultâneo, o processo de despedimento colectivo de grande dimensão já em marcha.

Desenvolve-se também a acção de reforço do Partido, dinamizando a campanha de difusão do Avante!, em que se integra, esta semana, uma venda especial. Componente essencial desta acção é também a Campanha Nacional de Fundos que, ao aproximar-se da recta final, exige das organizações e sectores medidas de direcção para o cumprimento integral de todas as metas e compromissos assumidos ou para contacto com muitos outros militantes e amigos do Partido e da Festa do Avante! estimulando a sua participação nesta campanha.

Com o lançamento da EP para a 40.ª edição da Festa do Avante! abre-se um novo e importante capítulo na preparação da Festa.

No próximo dia 8, comemora-se o Dia Internacional da Mulher, com o PCP a chamar a atenção para os direitos das mulheres em Portugal, denunciando desigualdades e discriminações e apontando caminhos para a sua eliminação. Na Moita realizar-se-á um almoço comemorativo com a participação do camarada Jerónimo de Sousa. Comemorações que vão ter também uma expressão unitária com a intervenção do movimento sindical da CGTP-IN, de muitas autarquias e do MDM, que marcou uma marcha em Lisboa para o próximo dia 12.

O quadro político continua marcado pela aprovação na generalidade do Orçamento do Estado, com a discussão a desenvolver-se agora em sede de especialidade onde o PCP, dando continuidade à sua activa intervenção e influência, apresentará propostas para o melhorar.

PSD e CDS, vão ensaiando outras soluções políticas que garantam o aprofundamento da política de direita. Apostados na desestabilização e paralisação da actual solução política, vão acompanhando a pressão, ingerência e chantagem da União Europeia (de que a última reunião do Conselho Europeu e o «Relatório Técnico» da Comissão Europeia são expressivas demonstrações) e do grande capital para, tão cedo quanto possível, tentarem retomar a política de exploração e empobrecimento, repondo e desenvolvendo linhas de ofensiva contra os salários e direitos dos trabalhadores e de privatização de empresas e serviços públicos.

A CGTP-IN realizou na semana passada o seu XIII Congresso, que se traduziu num grande êxito, num quadro político, económico e social complexo e exigente. Foi um congresso que contribuiu para o alargamento da capacidade de agregação e atracção por parte da CGTP-IN, para o reforço do movimento sindical unitário de classe, para as dinamização da luta em torno da acção reivindicativa, mas também pela ruptura com a política de exploração e empobrecimento e pela concretização de uma alternativa política que assegure progresso, justiça social e desenvolvimento soberano.

Prosseguimento da luta que é visível em diversas acções marcadas como é o caso, entre outros, da acção da CNA (que na passada sexta-feira comemorou o seu 38.º aniversário) e outras organizações de produtores em defesa do sector do leite; das comissões de utentes no Algarve em defesa dos serviços públicos de saúde; a greve dos trabalhadores das cantinas dos Hospitais de Gaia e Santa Maria, no Porto, com boa adesão e expressão de rua; as acções em Coimbra contra os salários em atraso na «Nova serviços» e contra a precariedade na «Dan Cake»; o prosseguimento da luta na Petrogal; as lutas programadas pelos estudantes dos ensinos Secundário e Superior e a manifestação da juventude trabalhadora a 31 de Março, em Lisboa.

Este Partido, que nasceu há 95 anos, é um Partido necessário, indispensável e insubstituível aos trabalhadores e ao povo português na suas lutas do presente e do futuro. Portador dum ideal e dum projecto que são hoje mais actuais do que nunca.



 Versão para imprimir            Enviar este texto            Topo

Outros Títulos: