O estado actual do IC 1 é uma ameaça à segurança de pessoas e bens
Aprovado diploma do PCP
Pela requalificação urgente<br>do IC1

Os deputados aprovaram por unanimidade, dia 2, uma resolução proposta pelo PCP onde a Assembleia da República recomenda ao Governo que promova com carácter de urgência as medidas necessárias para garantir a recuperação do IC1 no troço entre Alcácer do Sal e Grândola.

Iniciativas do PEV e do BE de natureza idêntica tiveram igual aprovação. A recuperação e beneficiação deste troço rodoviário deverá realizar-se «com a máxima rapidez» para que as condições de circulação possam ter lugar em «plena segurança» e «de forma consentânea com o nível de serviço exigível a um eixo viário fundamental», recomenda a AR, entendendo que essa é a forma de salvaguardar o «interesse público, no plano judicial se necessário».

Esta é uma obra que há muito é reclamada pelas populações do Litoral Alentejano, em particular dos concelhos de Alcácer do Sal e Grândola, face às «inaceitáveis condições de degradação e insegurança» a que chegou aquela estrada, onde os níveis de sinistralidade atingiram «níveis alarmantes» ao longo dos últimos anos.

Essa dramática realidade está reflectida na exposição de motivos do diploma comunista, onde se diz nomeadamente que a sinalização horizontal é praticamente inexistente, o pavimento está num «estado de deterioração indescritível, com problemas gravíssimos que incluem sulcos, lombas e outras deformações, buracos, depressões e fracturas do betuminoso em toda a faixa de rodagem.

No referido troço desta estrada que é uma das principais ligações rodoviárias do País – e única alternativa para milhares de automobilistas, famílias, empresas e motoristas profissionais devido aos custos incomportáveis da A2 – regista-se em média uma circulação de mais de nove mil viaturas, incluindo mais de 800 veículos pesados.

O que devia estar em perfeito estado de conservação ao serviço das populações e da economia, permanece assim em «condições que são uma verdadeira ameaça à segurança de pessoas e bens», lamentam os deputados comunistas no texto que deu origem à recomendação agora aprovada e da qual se espera que venha a ter consequências práticas a breve trecho.




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