Nas empresas e nas ruas

Trabalhadores da Fábrica de Bolachas Elba, em Odivelas, pararam o trabalho e concentraram-se à porta da empresa, a exigir o pagamento dos salários e subsídios em dívida e também esclarecimentos sobre a notícia de que está em marcha um pedido de insolvência. À agência Lusa, um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab, da Fesaht/CGTP-IN), afirmou que tudo será feito, incluindo recurso aos tribunais, para defender a viabilização da empresa e os cerca de 40 postos de trabalho ameaçados.

Os trabalhadores da Cobert Telhas, no Outeiro da Cabeça, concelho de Torres Vedras, estiveram em greve no dia 2, quinta-feira, entre as 15 e as 18 horas, pela defesa de todos os direitos consagrados no contrato colectivo de trabalho da indústria de cerâmica, pelo direito à negociação colectiva e em defesa do caderno reivindicativo, particularmente no que toca ao aumento dos salários. No período da greve, realizou-se um plenário, cujos participantes saíram para o exterior das instalações. Os trabalhadores contaram com a presença e solidariedade do Secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos.

Os trabalhadores da Groz-Beckert, em Vila Nova de Gaia, voltaram a fazer greve, uma hora por turno, no dia 3, sexta-feira, por um aumento real dos salários que contemple a justa valorização da tabela salarial. A administração – como se refere numa nota da Comissão Concelhia do PCP, que manifestou o seu apoio à luta – tentou fugir a este compromisso, através da atribuição de um «prémio» em tickets de compras, procurando assim servir grandes cadeias de restauração e grandes superfícies comerciais, ao mesmo tempo que «mete dinheiro ao bolso» e tenta dividir os trabalhadores.

Trabalhadores da Sociedade Agrícola de Rio Frio (Pinhal Novo, Palmela), organizados no Sintab e no SITE Sul (sindicato da Fiequimetal/CGTP-IN), estiveram na sexta-feira, dia 3, em Lisboa, para exigirem um compromisso do Governo no esforço de viabilização da empresa e de manutenção dos 42 postos de trabalho. Estão em dívida, como explicou uma dirigente do Sintab à agência Lusa, durante a concentração junto ao Ministério da Agricultura, os salários de Abril e Maio e os subsídios de Natal e férias. Na semana anterior, os credores BCP e Parvalorem reprovaram um plano especial de revitalização (PER). Face à posição do Governo, que procurará encontrar novos accionistas, não se realizou uma segunda concentração, que fora marcada para o Ministério da Economia.

 



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