Praças exigem justiça

A criação do posto de Cabo-mor é uma vitória para os militares do quadro permanente, sobretudo, mas também para aqueles em regime de contrato ou voluntariado. Contudo, a sua concretização tarda, alerta a Associação de Praças (AP) que, em comunicado, lamenta que 11 meses após a conclusão de um longo processo de discussão e alteração legislativa para o qual contribuiu, o Ministério da Defesa ainda não tenha efectivado as promoções.
A AP qualifica a situação como uma falta de respeito para com os praças da armada, para mais, salienta, que a criação daquela carreira representa apenas um pequeno passo no que a organização considera ser a necessária revisão mais profunda, em que se incluem: «a criação do posto de cabo-chefe e que a promoção de 1Mar/cabo-adjundo a cabo seja feita por diuturnidade, como acontece com as outras categorias militares»; a uniformização da carreira de praça nos três ramos das forças armadas, deixando que militares sob o mesmo regime de incentivos e profissional possuam carreiras díspares e incluindo a criação no Exército e Força Aérea do quadro permanente para praças, possibilitando, assim, aos jovens militares a continuidade de uma carreira nas forças armadas nesta categoria».
Para minimizar a injustiça a que estão sujeitos praças da Marinha com décadas de serviço, sem que lhes tenha sido dada possibilidade de progressão e respectivos direitos remuneratórios, a AP pretende, no imediato, que o Conselho de Classes ocorra até ao final de Junho para nomear as passagens a cabo-mor, e que «o prazo para os militares interporem o requerimento de passagem à reserva, ao abrigo do anterior Estatuto dos Militares das Forças Armadas, seja alterado para 30 de Agosto».

 



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