Editorial

«Em defesa do interesse nacional, dos trabalhadores e do povo»

BASTA DE SUBMISSÃO!

Esta semana ficou marcada pelos desenvolvimentos da situação em torno da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Depois das decisões sobre a nova administração surge agora a decisão de revisão dos seus vencimentos, acompanhada por uma ofensiva mistificatória por parte do PSD e CDS como se nada tivessem a ver com os problemas que a CGD enfrenta.

Problemas relativamente aos quais o PCP assumiu sempre posições claras quer contra a partidarização da sua gestão (repartida entre PSD, CDS e PS), quer contra a sua utilização para financiar negócios privados altamente problemáticos (como foi o caso da resolução do grave problema criado no BPN).

O PCP manifesta-se contra qualquer desestabilização da CGD que, recapitalizada, deve poder continuar a exercer em plenitude o seu papel como banca pública no quadro de uma política soberana de financiamento ao serviço do desenvolvimento económico e social. Ao mesmo tempo, continua a manifestar as suas maiores reservas relativamente à recém-nomeada nova administração e a considerar inaceitável e injusta a decisão de aumentar os salários dos seus administradores.

Na passada sexta-feira, tiveram lugar em Paris as comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades. Comunidades que sofreram os efeitos da brutal ofensiva da política de direita, que se traduziu, entre outros ataques, na eliminação de numerosos serviços consulares e no desinvestimento no ensino do português no estrangeiro e nas artes e cultura portuguesas. Problemas relativamente aos quais o discurso presidencial praticamente foi omisso.

Mantém-se por parte da União Europeia as ameaças de sanções a Portugal a pretexto do défice excessivo de 2015. Um autêntico cerco com o corrupio de declarações e exigências vindas do FMI, da Comissão Europeia, do BCE e de outras organizações que tratam o País como se fosse uma colónia sua e a quem querem continuar a impor o rumo de exploração, empobrecimento e declínio nacional.

Política de imposição que o PCP, em nome do interesse nacional, dos interesses dos trabalhadores e do povo, condena e rejeita, batendo-se pelo fim da submissão à União Europeia e aos seus instrumentos de dominação que impedem o nosso desenvolvimento soberano.

O PCP lançou uma campanha pelo alargamento do Passe Social Intermodal, assente na ideia: «Um Passe Social Intermodal, Todos os operadores, Todas as Carreiras e Toda a Área Metropolitana de Lisboa» tendo em vista fazer do aumento de utentes o objectivo central do sistema de transportes públicos, rompendo com um caminho desastroso de aposta na mercantilização do transporte público.

Bate-se também em defesa da produção nacional como deixou claro na visita a uma exploração leiteira em Braga, onde o Secretário-geral do PCP manifestou a preocupação com a produção nacional ao afirmar a importância de serem tomadas medidas para defender um sector que não só é auto-suficiente na produção de leite como tem todas as potencialidades para assegurar o aumento de produção de lacticínios.

Convocada por diversas organizações e individualidades, realiza-se depois de amanhã, em Lisboa, a marcha em defesa da Escola Pública.

Uma luta que é de todos – dos professores e dos trabalhadores das escolas, dos alunos, dos pais, das populações – pelo direito ao ensino e à educação para todos, por uma escola pública, gratuita, de qualidade, democrática e inclusiva, com mais financiamento, mais meios humanos e mais condições materiais e pedagógicas. Uma luta que é parte integrante do combate que vimos travando em defesa das funções sociais do Estado na saúde, na segurança social, na educação, contra o projecto privatizador desenvolvido pela política de direita com particular agravamento nos quatro anos do governo PSD/CDS e que reproduziu e agravou as desigualdades sociais.

Luta que exige, nos dias que ainda faltam, um redobrado esforço de mobilização.

Desenvolve-se entretanto lutas em diversas empresas e sectores. Lutas travadas para alterar a grave situação social existente no País e que atinge milhares e milhares de trabalhadores que estão confrontados com baixos salários, desemprego, altos níveis de precariedade, ritmos intensos de trabalho, horários desregulados, em resultado das sucessivas revisões do Código de Trabalho pelos governos do PSD, CDS e PS.

Uma batalha que está presente na campanha nacional «Mais direitos, mais futuro – não à precariedade» que o PCP continua a desenvolver em todo o País e que faz da valorização do trabalho e dos trabalhadores eixo essencial da alternativa política patriótica e de esquerda que defende e que se afirmará dando mais força à sua organização, iniciativa e intervenção política, social e eleitoral.

Reforço do PCP que passa pela preparação do XX Congresso. Que passa também pela preparação da 40.ª edição da Festa do Avante!. Na próxima semana, realizar-se-á uma venda especial do Avante! que incluirá um suplemento sobre a Festa e o jornal dos artistas da Festa. A par das jornadas de trabalho de implantação, intensificar-se-ão agora as acções de promoção e divulgação da Festa e venda antecipada da EP.

N
um espaço alargado à Quinta do Cabo, vamos fazer este ano uma ainda melhor Festa do Avante! A Festa do convívio, da amizade, da alegria, da camaradagem e da juventude. A grande Festa da cultura, da música, do teatro e do desporto. A grande Festa de Abril, do debate, da intervenção política e da solidariedade internacionalista.

 


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