Negócios escandalosos <br>em Viseu

Segundo Filomena Pires, eleita da CDU na Assembleia Municipal (AM) de Viseu, a compra de um terreno à Gestin, anteriormente doado pela Junta de Freguesia do Mundão, é como «roubar as galinhas» e, depois, «vendê-las ao dono». Estas declarações foram proferidas após o executivo ter levado à AM, no dia 30, uma proposta de aquisição de terrenos para expansão do PEM-Parque Empresarial do Mundão.

«O negócio que se pretende efectuar agora é imoral, por configurar uma apropriação indevida pela Gestin de terrenos municipais, por afrontar profundamente a boa-fé com que a Freguesia do Mundão disponibilizou esses terrenos em 2001, por estar a Câmara a alimentar com dinheiros públicos um nado morto», critica a Coligação PCP-PEV.

Como não podia deixar de ser, a CDU votou contra aquela proposta de aquisição e promete «tudo fazer» para que o «erário público não saia penalizado deste rocambolesco negócio».

Privatização da água

Antes do final dos trabalhos, a Câmara propôs ainda à AM a apreciação e votação do «Estatuto de Racionalidade Económica de Empresa a Constitui», visando a reconfiguração, para efeitos de Tribunal de Contas, da empresa Águas de Viseu.

Sobre o assunto, a Coligação PCP-PEV reiterou a sua posição objectiva e de princípio, constatando que as referidas conclusões do «estudo» foram tiradas à medida de quem encomendou e pagou o serviço. «A passagem dos SMAS para a Águas de Viseu, EP, não serve os interesses do município, nem os dos trabalhadores dos SMAS e muito menos os dos munícipes, por conter todos os ingredientes que levarão à privatização deste sector público, o que porá em causa o princípio da universalidade no acesso, a equidade nos tarifários aplicados, o direito humano à água e ao saneamento como bens públicos», refere a CDU, que votou contra esta proposta.




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