Editorial

«O PCP não abdicará do caminho de reposição de direitos e rendimentos»

É JÁ AMANHÃ<br>A FESTA!

Continua esta semana a preparação da Festa do Avante!. As organizações do PCP e milhares de militantes e amigos do PCP e da Festa desenvolvem intensa actividade para que amanhã, pelas dezoito horas, quando as portas se abrirem, tudo esteja pronto para acolher os visitantes. Desenvolve-se as últimas iniciativas de promoção e divulgação; vende-se as Entradas Permanentes (EP); dá-se os últimos retoques na construção; organiza-se o transporte e programa-se, ao pormenor, os três dias do seu funcionamento. É elevada a expectativa associada a um ambiente geral de entusiasmo e alegria. Alargada pela primeira vez à Quinta do Cabo, vai ser uma Festa maior, melhor, mais atractiva, subordinada a uma nova concepção e com melhores condições de acolhimento.

No sábado passado, o Secretário-geral do PCP esteve presente na Festa e fez uma saudação aos construtores, os milhares de camaradas e amigos que, a pulso militante, a ergueram. Aos que a organizam, arquitectam e projectam, aos que a divulgam e vendem a EP e aos que a transformam numa realização humana ímpar como Festa da juventude, Festa de Abril e dos seus valores políticos, sociais, culturais, de fraternidade e solidariedade internacionalista.

A Festa vai ter mais uma vez um programa de grande qualidade e vai contar com uma edição especial e exclusiva do Avante!. Vai ter importantes momentos de debate, um diversificado conjunto de espectáculos, o desporto e o convívio, a gastronomia e o artesanato, exposições, uma forte mensagem política, em que sobressai, no domingo às 18 horas, o Comício da Festa.

E o PCP, porque é um Partido diferente, atravessou o Verão a preparar esta Festa, nas muitas e complexas tarefas que ela envolve para acolher bem os milhares de visitantes e a todos proporcionar as melhores condições para fruírem este grande acontecimento político-cultural. Mas não fechou para a Festa. Continuou a intervir na actual situação política e social do País em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo, como aconteceu esta semana com a visita do Secretário-geral à Feira de Agosto em Grândola ou com a sua participação no Encontro com jovens «Avante! por um mundo de paz» que decorreu anteontem em Lisboa. Ou como acontece com a sua intensa acção animando a luta e preparando o seu XX Congresso.

Em breve vai ter início a preparação do Orçamento do Estado para 2017. Na sexta-feira passada, em Grândola, o Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, apontou a possibilidade de existirem dificuldades, não por qualquer desconfiança relativamente ao actual Governo, mas pelas ameaças que consecutivamente vão sendo feitas pelas instituições europeias e pela tendência para a sua aceitação passiva.

O PCP não abdica do caminho de reposição de direitos e rendimentos. O caminho é andar para a frente e não voltar atrás à política de exploração e empobrecimento com que a coligação PSD/CDS-PP desgovernou o País durante os últimos quatro anos.

E continuará igualmente a rejeitar as ameaças e chantagens permanentes da União Europeia e dos partidos que internamente as apoiam (o PSD e o CDS) e que, recorrendo a um discurso crispado e revanchista, se opõem à solução política encontrada e tudo fazem para travar e impedir este caminho de reposição de direitos e de justiça social.

O  PCP reafirma o seu compromisso prioritário com os trabalhadores e com o povo e insiste que o Orçamento do Estado para 2017 deve manter a linha de reposição de direitos e rendimentos e de salvaguarda de salários reformas, pensões e serviços públicos por que lutam os trabalhadores como se verificou esta semana, entre outras, nas acções de luta realizadas, com grande participação, por trabalhadores da hotelaria e dos serviços de segurança aeroportuária, pelos enfermeiros e também pelos produtores de leite do distrito de Aveiro ou a que está programada pelos guardas florestais.

O PCP pronunciou-se também favorável à recapitalização da Caixa Geral de Depósitos mas sublinhou que o plano de reestruturação desta instituição tem que garantir necessariamente os direitos dos seus trabalhadores e ir no sentido do reforço da CGD ao serviço da economia. Para o PCP a questão essencial não está nas formas ou no momento desse objectivo se concretizar. A questão principal é que a recapitalização da CGD seja concretizada salvaguardando integralmente o carácter público do banco e garantindo que os pressupostos dessa recapitalização, designadamente o chamado plano de reestruturação, se faça sem prejuízo da afirmação e ampliação do papel que a CGD deve ter como instrumento essencial de uma política de crédito ao serviço do desenvolvimento do País e do financiamento da economia, com respeito pela defesa dos postos de trabalho e dos direitos dos trabalhadores do banco.

Como afirmou o Secretário-geral do PCP no domingo passado na Atalaia: «Temos orgulho no Partido que temos e no Partido que somos. Alicerçados no inabalável compromisso com os trabalhadores e o povo, afirmando a sua identidade comunista, honrando a sua dimensão e percurso de Partido patriótico e internacionalista, aqui estamos, prontos e dedicados a dar o melhor de nós para assegurarmos um Portugal desenvolvido e soberano, firmemente empenhados na afirmação do seu programa e projecto na concretização e afirmação de uma democracia avançada, os valores de Abril no futuro de Portugal, tendo como horizonte o socialismo e o comunismo.»



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