10 de Setembro de 1981<br> – Guernica chega a Madrid

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«No, la pintura no está hecha para decorar las habitaciones. Es un instrumento de guerra ofensivo y defensivo contra el enemigo» («Não, a pintura não está feita para decorar apartamentos. Ela é uma arma de ataque e defesa contra o inimigo»). Assim se referiu Pablo Picasso a Guernica, o famoso painel considerado uma das suas obras-primas, que representa a bestialidade da destruição da povoação basca pela Alemanha nazi durante a Guerra Civil de Espanha (1936/39). O bombardeamento, ocorrido a 26 de Abril de 1937, foi levado a cabo pela Legião Cóndor e durou mais de três horas. Não visou nenhum alvo estratégico; foi um puro acto de terror, antecipando o que estava para vir com a Segunda Guerra Mundial. Picasso, a quem o governo republicano de Espanha encomendara uma obra para o Pavilhão espanhol na Exposição Internacional de Paris desse mesmo ano, teve na barbárie de Guernica a sua fonte de inspiração. Por vontade expressa do artista, a obra não poderia ir para Espanha enquanto esta fosse uma ditadura. Ficou durante décadas à guarda do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque – MOMA. «O último exilado», como lhe chamam os espanhóis, voltou a casa há 35 anos. Está no museu Reina Sofía.



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