17 de Novembro de 1717<br>– Construção do Palácio-Convento<br>de Mafra

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Reza a lenda que o rei D. João V mandou construir o convento em cumprimento de uma promessa para ter sucessão do seu casamento com a rainha D. Maria Ana de Áustria. A obra veio a ultrapassar em muito o plano inicial, dando lugar a um imponente Palácio, onde a par da Basílica, consagrada em 1730, avultam os espaços conventuais como o Campo Santo e a Enfermaria, a Sala Elíptica ou do Capítulo, a Sala dos Actos Literário, a Escadaria e o Refeitório. O destaque maior vai no entanto para a sua admirável biblioteca, da autoria do arquitecto Manuel Clemente de Sousa. Considerada uma das mais importantes do País e uma das mais belas do mundo, a biblioteca possui cerca de 40 mil volumes, incluindo exemplares únicos ou de grande raridade, que constituem um verdadeiro repositório do saber e de obras-primas produzidos entre os séculos XV a XIX. Fundamentais para a preservação deste autêntico tesouro são os minúsculos morcegos que vivem no local, que à noite caçam os insectos que comem papel, tinta e cola. Outro atractivo do Palácio são os dois carrilhões com um total de 98 sinos – o maior conjunto sineiro do século XVIII – a que se juntam os seis órgãos instalados na Basílica. O Palácio-Convento foi classificado como Monumento Nacional em 1910.

 


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