Editorial

«Com a luta, valorizar o trabalho e os trabalhadores

INTENSIFICAR A LUTA E AVANÇAR

O 1.º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, assumiu significativa expressão de massas por todo o País, trazendo à rua, em clima de luta, unidade e confiança, as reivindicações dos trabalhadores portugueses organizados no movimento sindical unitário da CGTP-IN.

Foi uma grandiosa jornada construída a partir da acção reivindicativa dos trabalhadores nas empresas, locais de trabalho e sectores, potenciando assim, nesta acção convergente de valorização do trabalho e dos trabalhadores, os efeitos das inúmeras lutas travadas ao longo do ano.

De facto, os trabalhadores portugueses sabem que foi pela luta que o governo do PSD/CDS foi isolado socialmente e derrotado; foi pela luta dos trabalhadores e do povo e com a determinante intervenção do PCP que foi possível abrir caminho à defesa, reposição e conquista de direitos com a concretização de conquistas que, embora limitadas, representaram avanços que importa valorizar.

Como deixaram claro nesta jornada, os trabalhadores portugueses também sabem que continua a ser pela luta organizada que poderão assegurar a defesa dos seus interesses e direitos no confronto com o capital em cada local de trabalho, empresa e sector. Será igualmente pela luta que poderá ser aberto o caminho a uma política alternativa «orientada pelos valores de Abril, por uma melhor distribuição da riqueza pelos trabalhadores e camadas mais desfavorecidas, pela garantia da segurança no emprego, pelo trabalho com direitos, pelo desenvolvimento económico e social», como refere a resolução aprovada nas manifestações da CGTP-IN, que afirma a decisão dos trabalhadores portugueses de «envidar todos os seus esforços para a organização e mobilização de outros trabalhadores e a população no Dia Nacional de Luta, em 3 de Junho», acção que terá expressão nas manifestações que têm concentrações marcadas para as 15:00 horas, no Porto (Campo 24 de Agosto) e em Lisboa (Marquês de Pombal).

Esta vai ser uma jornada de luta para levar mais longe a reposição de direitos e rendimentos rendimentos e direitos.

Também no plano internacional foi expressiva a participação dos trabalhadores nas comemorações do 1.º de Maio em defesa dos seus direitos de classe, pelo progresso e a justiça social, mas também em defesa da liberdade, da paz, da democracia e da soberania nacional ou, como aconteceu em diversos casos, em grandiosas accões anti-imperialistas.

O PCP, que desde 2011 tem vindo a propor a renegociação da dívida – nos seus montantes, prazos e juros – como condição indispensável ao desenvolvimento soberano do País, registou a posição do PS e do BE divulgada na sexta-feira, 28, que não assume a resposta necessária para o problema da dívida na sua dimensão estrutural.

«Sem prejuízo da concretização de micro soluções – manifestamente insuficientes e limitadas – o que se impõe é uma efectiva renegociação que assegure a redução do montante da dívida e do volume do serviço da dívida (que consome hoje oito mil milhões de euros retirados à resposta aos problemas nacionais designadamente ao investimento), em termos sustentáveis e compatíveis com o desenvolvimento», refere o PCP.

O PCP saudou, por outro lado, a decisão do Governo relativamente à preservação do Forte de Peniche como património nacional e sublinhou a contribuição decisiva por si dada, opondo-se à então anunciada entrega a privados, e exigindo a recuperação, requalificação e valorização da Fortaleza de Peniche, com financiamento público.

Entretanto, desenvolve-se a acção da CDU em torno da preparação das eleições autárquicas, com a prestação de contas, preparação de candidaturas, apresentação de candidatos e preparação de programas.

É uma acção que deve ser assumida como prioridade de trabalho com particular atenção à intensificação de contactos. Com toda a convicção, é possível alargar a influência eleitoral da CDU. É necessário e possível convencer que vale a pena apoiar a CDU «pelo trabalho positivo e eficaz que desenvolve, pelas suas propostas, pela seriedade, isenção e sentido de responsabilidade que os eleitos da CDU colocam no exercício das suas funções, pela voz que dá nas autarquias aos problemas, aspirações e reclamações das populações», como afirmou Jerónimo de Sousa em Coimbra no sábado passado.

Ao mesmo tempo que prossegue a sua luta para levar mais longe a reposição de direitos e rendimentos, como acontece com a acção que desenvolve pela descida imediata do preço do gás de botija, o PCP reafirma que com o seu reforço, a dinamização da luta de massas, a unidade e convergência com democratas e patriotas, é possível construir a alternativa necessária.



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