2007 – Descoberta da «Mala mexicana»

A «Mala mexicana» andou desaparecida mais de meio século, desde que no final da Guerra Civil de Espanha, em 1939, o fotojornalista Robert Capa a entregou a um conhecido para que a enviasse para os Estados Unidos, até à sua descoberta no México. A «mala», que na verdade eram três, continha mais de 4000 negativos das fotografias tiradas por Capa, pela sua companheira Gerda Taro e pelo amigo de ambos Chim (David Seymour) sobre o conflito que cobriram ao lado dos republicanos contra os fascistas de Franco. Devido à sua origem judaica Capa temia ser preso e perder o precioso espólio, mas a Segunda Guerra Mundial acabou por ditar que a mala não chegasse ao destino. Os negativos viriam a ser encontrados na Cidade do México, na década de 1990, pelo cineasta Benjamin Tarver, em casa de familiares do general e diplomata mexicano Francisco Javier Aguilar González, que os tinha guardado. O «achado» que nunca esteve «perdido» chegou ao International Photography Center em 2007. Entre as fotos, precioso testemunho do sofrimento das populações civis, há retratos de protagonistas históricos da época, como a líder comunista La Pasionaria, o poeta e dramaturgo Federico García Lorca e o presidente republicano Manuel Azaña Díaz.

 


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