Século IX – Primeiros registos de Alhambra

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«Dá-me uma esmola, mulher / Que não há na vida nada / Como o castigo de ser / Cego em Granada» – esta tosca tradução do poema do historiador e poeta mexicano Francisco A. de Icaza (1863/1925), inscrito numa das torres da parte mais antiga do palácio de Alhambra, exprime como nenhum outro a admiração e o fascínio que suscita o conjunto arquitectónico daquele que é considerado como um dos mais belos e melhor conservados legados árabes na Península Ibérica. Alhamba, ou Al-Hamrá, expressão árabe que se pode traduzir como «castelo vermelho», devido à tonalidade dos seus muros e torres, está situado na colina de al-Sabika, junto ao rio Darro, em Granada, a Norte da Serra Nevada, uma localização estratégica que lhe permitia vigiar a região. Os primeiros registos da sua existência datam do séc. IX, embora a construção da cidadela se tenha desenvolvido em diferentes etapas históricas. Foi transformada em residência real quando Granada se transformou na capital do reino de Taifa, tendo sido ampliada e embelezada continuamente até à tomada pelos Reis Católicos em 1492. Classificada como Património da Humanidade, Alhambra, com os seus jardins, palácios, pátios interiores, pavilhões ricamente decorados, é bem a jóia da coroa de Granada.



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