Eleições em Itália dão vitória à direita e reforçam populismo

A coligação de direita, formada pelos xenófobos da Liga (antiga Liga do Norte) e o partido de Silvio Berlusconi «Força Itália», venceu as eleições legislativas realizadas, dia 4, na Itália, obtendo 37 por cento dos votos.

Segundo resultados ainda provisórios, o partido de Berlusconi sofreu um revés eleitoral, recolhendo 14,4 por cento dos votos, passando a segunda força na coligação, atrás da Liga, de Matteo Salvini, com 17,4 por cento (contra 4,1% nas últimas eleições).

Somam-se os votos dos «Irmãos de Itália» (FDI), com 4,3 por cento, e da aliança «Nós com a Itália» (1,3%), formações que também integram a coligação de direita.

O «Movimento 5 Estrelas», agora liderado por Luigi Di Maio, foi o partido mais votado, com 32,6 por cento dos votos.

O Partido Democrático (PD) sofreu uma estrondosa derrota, que penaliza o governo do primeiro-ministro demissionário, Paolo Gentiloni, mas também do seu líder Matteo Renzi, baixando para 18,7 por cento dos votos.

No seu conjunto, a coligação liderada pelo PD recolheu 22,9 por cento, graças ao contributo de pequenos partidos os quais, no entanto, não deverão eleger representantes já que ficaram abaixo dos três por cento.

Em contrapartida, a formação «Livres e Iguais», do antigo juiz anti-máfia Pietro Grasso, com 3,4 por cento, estará representada no parlamento com 14 deputados.

Nenhuma coligação ou partido terá maioria parlamentar para formar governo (316 deputados no mínimo). O bloco de direita poderá contar com 259 deputados na câmara baixa do parlamento, o Movimento 5 Estrelas, com 220 lugares, seguindo-se o PD com uma representação que pode chegar aos 112 eleitos.

Dos 46 milhões de eleitores inscritos, 72,9 por cento acorreram às urnas, nível de participação semelhante ao registado há cinco anos.




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