Editorial

«Para defender, repor e conquistar direitos e para alcançar uma política alternativa»

O PAPEL DECISIVO DA LUTA

Realizou-se no passado sábado, dia 10, a grande manifestação nacional de mulheres promovida pelo MDM. Foi, de facto, uma grande acção das mulheres portuguesas pela igualdade, pela dignificação das mulheres em todas as esferas da vida, por um futuro de justiça social para todos, num País desenvolvido e soberano.

No mesmo âmbito foram de grande significado e importância as diversas iniciativas promovidas pelo PCP com compromissos e propostas para garantir os seus direitos específicos no quadro da luta por uma política alternativa patriótica e de esquerda que os concretize na vida. As comemorações do 8 de Março tiveram uma expressão diversificada em que se inseriu também a semana da Igualdade promovida pela CGTP-IN e pelos seus sindicatos.

Como lembrou Jerónimo de Sousa no almoço comemorativo do Dia Internacional da Mulher, na Moita, no próprio dia 8, «por mais que o pretendam ocultar, o sistema capitalista não está em condições de pôr fim às discriminações das mulheres no trabalho, nem tão pouco pôr fim às que penalizam as trabalhadoras na família, na maternidade e na sociedade em geral, porque o trabalho das mulheres, e elas próprias, foram e são convertidos em objecto de exploração».

E na luta contra a exploração, desde a sua fundação, o PCP assumiu sempre entre os seus objectivos a emancipação da mulher e por ela se bateu e bate como nenhuma outra força política portuguesa.

Realizou-se no passado fim-de-semana em Lamego o Congresso do CDS. Foi um Congresso que se inseriu na mesma campanha de branqueamento de responsabilidades já verificado no Congresso do PSD. O CDS procurou apresentar-se sob novas roupagens na linha de aprofundamento do populismo para ocultar e branquear a sua acção no governo responsável por cortes nos salários, pensões e prestações sociais, aumento enorme da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho, degradação dos serviços públicos e destruição do aparelho produtivo.

Por seu lado, o PCP procede às comemorações do seu 97.º aniversário em que se inseriu o comício no Porto do passado domingo, com a participação de Jerónimo de Sousa e um diversificado conjunto de iniciativas por todo o País, com elevada participação, levadas a cabo pelas organizações regionais do PCP.

Procede de igual modo ao desenvolvimento da acção tendo em vista o seu reforço, com particular incidência em três principais direcções de trabalho neste momento: a responsabilização de quadros; o desenvolvimento da acção dos 5000 contactos associado ao reforço do Partido nas empresas e locais de trabalho e a entrega do novo cartão de membro do Partido.

Do mesmo modo, desenvolve a campanha «Valorizar os trabalhadores. Mais força ao PCP», pedra-angular da política patriótica e de esquerda que defende e propõe e na qual se inseriu, entre muitas outras iniciativas e expressões, o agendamento para ontem na Assembleia da República da discussão das propostas por si apresentadas tendo em vista a eliminação das normas gravosas da legislação laboral, que os últimos governos (do PS e do PSD/CDS) promoveram e que representaram um enorme retrocesso civilizacional e uma profunda desvalorização do trabalho com extraordinária degradação dos seus rendimentos, enquanto os lucros dos grandes grupos económicos não pararam de crescer.

Prepara desde já a 42.ª edição da Festa do Avante! com a sua promoção, divulgação e venda antecipada da EP e realiza o programa de comemorações do segundo centenário de Karl Marx sob o lema «II centenário do nascimento de Karl Marx. Legado, intervenção, luta. Transformar o mundo».

Desenvolve-se também a luta de massas em torno da acção reivindicativa com particular prioridade e atenção à mobilização dos trabalhadores para as diversas lutas agendadas ou em curso, nomeadamente, amanhã, em Lisboa, a manifestação dos trabalhadores da Administração Pública; no dia 28, também em Lisboa, a manifestação de jovens trabalhadores; as comemorações do 44.º aniversário da Revolução de Abril e a grande jornada de luta do 1.º de Maio como expressão convergente da luta travada pelos trabalhadores em torno das suas reivindicações concretas nas empresas, locais de trabalho e sectores e preparada a partir delas.

É no quadro dos compromissos com os trabalhadores e com o povo que o PCP continuará a intervir para repor, defender e conquistar direitos não desperdiçando nenhuma oportunidade que possa representar avanço no sentido do progresso, justiça social e desenvolvimento soberano. Mas é igualmente neste quadro que não abdicará de intervir pela ruptura com a política de direita responsável por todos os grandes problemas que vivemos e de afirmar e dar força à política alternativa necessária que determine um novo rumo para o País com soluções estruturais que lhe assegurem o futuro.

 


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