Esclarecer para combater a exploração

A distribuição de folhetos e boletins nas empresas e locais de trabalho, sobretudo pelas células aí existentes, é uma forma privilegiada de ligação do Partido aos trabalhadores. Uns e outros são ferramentas ímpares de denúncia da exploração, de esclarecimento da realidade social da empresa, do sector ou do País, de reforço da unidade e organização dos trabalhadores e da mobilização para a luta.

Na Autoeuropa, a mais recente edição do boletim O Faísca valoriza a «forma consciente com que os trabalhadores recusaram o divisionismo, os insultos, a tentativa de lançar a confusão e a postura irresponsável e lamentável de quem pretendeu desviar os trabalhadores do seu objectivo central imediato». A célula do PCP realça ainda a que os trabalhadores «souberam dar a resposta adequada» à ofensiva contra si movida por parte dos «cães de fila ao serviço do poder económico, comentadores e escribas encartados». A aprovação do acordo representa, acrescenta o Partido, «a melhor resposta dada no momento actual». Agora, é tempo de os trabalhadores reforçarem a sua unidade para o futuro e para as batalhas que se avizinham.

Na OGMA, em Alverca, a célula do PCP distribuiu um boletim aos trabalhadores no qual realça a presença junto à empresa do Secretário-geral do PCP no lançamento da campanha nacional pela valorização dos trabalhadores, actualmente em curso. Para a célula, a escolha da OGMA para tal ocasião «prendeu-se com a necessidade de dar visibilidade à luta que os trabalhadores travam há mais de cinco anos por aumentos salariais, contra as pressões e chantagens todos os dias, ou os muitos vínculos precários existentes». O Partido sublinha ainda a «campanha de desinformação e mentira» lançada a propósito dos 100 anos da empresa, visando apresentá-la como «o paraíso dos trabalhadores», o que dá mais premência à denúncia das reais condições laborais aí praticadas.

O núcleo de call-centers da EDP do PCP editou um comunicado neste mês de Março, no qual deixa evidente os altos níveis de exploração praticados nesse sector. Os salários dos trabalhadores desses call-centers contratados pela Randstad variam entre os 580 e os 664 euros, enquanto que a empresa lucrou até Setembro do ano passado 586 milhões. Já a EDP registou no ano passado 1113 milhões de euros de lucros (mais 16 por cento do que no ano anterior) e o presidente do Conselho de Administração, António Mexia, ganhou 2,2 milhões. Ou seja, Mexia ganha «262 vezes mais do que um trabalhador do call-center e 52 vezes mais do que a média salarial na EDP». Além disso, acrescenta a célula, se cada trabalhador ganhasse mil euros a Randstad e a EDP só reduziriam 8,4 milhões de euros aos seus lucros: a EDP lucraria «apenas» 1104 milhões e a Randstad 578 milhões.

Ainda aos trabalhadores da Randstad, desta feita contratados pela PT/Meo, o PCP distribuiu um comunicado da sua célula das telecomunicações onde dá a conhecer o requerimento apresentado pelo seu grupo parlamentar relativo ao corte da pausa de cinco para três minutos.




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