Não há nada mais novo do que o mundo pelo qual lutamos
Grande almoço em Beja reafirma confiança do PCP no futuro

COMBATE Referências à história do PCP e críticas ao PS, por não romper com as políticas do passado, marcaram o discurso de Jerónimo de Sousa no almoço do Alentejo que festejou os 97 anos do Partido.

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Com mais de um milhar de pessoas e sob o lema «Com os trabalhadores e o povo – Democracia e Socialismo», realizou-se no domingo, 18, em Beja, o almoço regional do Alentejo comemorativo do 97.º aniversário do PCP.

Participaram comunistas e outros democratas dos distritos de Beja, Évora e Portalegre e do Litoral Alentejano. Presentes, o Secretário-geral do Partido, Jerónimo de Sousa, Luísa Araújo, do Secretariado, Dias Coelho, da Comissão Política, e, entre outros quadros, os deputados João Oliveira e João Dias.

Jerónimo de Sousa evocou o longo combate do Partido Comunista Português «pela liberdade, pela democracia, pela causa emancipadora da classe operária e dos trabalhadores, no interesse do povo e do País, pela causa do socialismo e do comunismo». Um combate que «por todas estas terras aqui passou, atravessando todos os tempos de uma história sem paralelo deste Partido, feita de dedicação e coragem, sempre com os trabalhadores e povo presentes nas suas lutas e nos momentos decisivos da vida do nosso País e deste Alentejo».

O PCP, afirmou o Secretário-geral, desde a criação, em 1921, foi sempre capaz de ultrapassar «os mais sérios obstáculos, as mais perigosas situações», e colocar «todas as suas forças, o saber e a dedicação dos seus militantes na concretização dos objectivos que melhor serviam o nosso povo». Como hoje o faz, sublinhou, «dando força à luta pela defesa, reposição e conquista de direitos, por novos avanços nas condições de vida do povo, pelo desenvolvimento, pela concretização de uma política patriótica e de esquerda capaz de dar resposta e soluções aos graves problemas que o País enfrenta».

O líder comunista considerou que, hoje, «anda mal o PS se procura a solução para os problemas com o PSD e o CDS-PP em vez de romper com as políticas do passado de exploração e empobrecimento do povo e de afundamento do País». E criticou a «convergência» entre PS, PSD e CDS-PP, em novos domínios, dos fundos comunitários à descentralização, dando expressão «a uma espécie de bloco central, não formal, não por escrito, mas informal», entre PS e PSD. Para Jerónimo, essa convergência, «com novas aproximações em matérias centrais do interesse do grande capital», ficou patente no «bloco da oposição» que formaram PS, PSD e CDS-PP, na Assembleia da República, contra as propostas do PCP de alteração das normas gravosas do Código do Trabalho e da legislação laboral da administração pública.

Concretizar os sonhos

Interveio também Miguel Madeira, do Comité Central e da Direcção Regional do Alentejo, que abordou os problemas da região e elencou propostas do PCP para o desenvolvimento regional. Anunciou que, no quadro da acção de reforço do Partido, terão lugar, no primeiro semestre, as assembleias das Organizações Regionais de Évora, de Beja e do Litoral Alentejano, e que a 5.ª Assembleia Regional do Alentejo será a 17 de Novembro. Antes, a 20 de Maio, em Baleizão, realiza-se a homenagem a Catarina Eufémia, quando se assinala os 90 anos do seu nascimento.

Falou igualmente Sofia Lisboa, da direcção da JCP, que se referiu aos problemas da juventude, exaltou «o orgulho que temos no nosso Partido» e apelou à mobilização dos jovens para «celebrar em luta», o Dia do Estudante, no sábado, 24 de Março. Mobilização também para a manifestação de jovens trabalhadores, no Dia da Juventude, 28 de Março, em Lisboa.

Concluiu proclamando que o PCP é o futuro, «porque não há nada mais novo do que o mundo que imaginamos e pelo qual lutamos». Mas «há muito trabalho a fazer», reforçando o Partido, aumentando a militância «e trazendo outros jovens a dar força à concretização dos nossos sonhos, à construção do socialismo e do comunismo».




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