1797 – O Manifesto dos Iguais, de Gracchus Babeuf

«Sempre e em todo lado se adulou os homens com belas palavras, mas nunca e em lugar nenhum eles obtiveram o que, através das palavras, lhes prometeram. Desde tempos imemoriais que se vem repetindo hipocritamente: os homens são iguais. Mas desde há longo tempo que a desigualdade mais vil e mais monstruosa pesa insolentemente sobre o género humano. Desde a própria existência da sociedade civil, o atributo mais belo do homem vem sendo reconhecido sem oposição, mas nem uma só vez pôde ver-se convertido em realidade: a igualdade nunca foi mais do que uma bela e estéril ficção da lei». Estas palavras, plenas de actualidade, têm mais de 200 anos: constam de O Manifesto dos Iguais, escrito pelo revolucionário francês François Nöel Babeuf, ou Gracchus Babeuf, que inspirado pela Revolução francesa de 1789 se torna, nas suas próprias palavras, «propagandista da liberdade e defensor dos oprimidos». Preso várias vezes devido às suas ideias em favor da igualdade e da colectivização das terras, que divulgou como jornalista político, Babeuf acabou por ser julgado e condenado à morte na guilhotina por participar na Conspiração dos Iguais, movimento que Karl Marx e Friedrich Engels designariam mais tarde de socialismo utópico. Foi executado em Paris em Maio de 1797.

 


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