A Marcha Pan-Cipriota pela Paz constituiu uma grande manifestação popular
Milhares marcham pela paz em Chipre e no mundo

PAZ Milhares de cipriotas-gregos e cipriotas-turcos participaram, dia 10, na Marcha Pan-Cipriota pela Paz, organizada pelo Conselho da Paz do Chipre, que expressou a exigência da paz em Chipre e no mundo.

Um sol ardente e o som de aviões de combate britânicos que sobrevoaram a marcha não fizeram quebrar a vontade dos manifestantes em percorrer os quase cinco quilómetros de percurso da marcha até à base militar britânica de Akrotiri, perto de Limassol – base de onde os caças britânicos descolaram para bombardear a Síria e o seu povo.

A marcha representou uma importante condenação das intervenções e guerras imperialistas da NATO, denunciando e rejeitando a utilização de Chipre, isto é, das bases militares britânicas instaladas neste país, como plataforma de lançamento de operações de agressão contra os povos do Médio Oriente.

Os manifestantes exigiram a saída de todas as forças militares estrangeiras do Chipre, incluindo as forças de ocupação turcas – que continuam a ocupar ilegalmente quase 40 por cento do território do Chipre –, o desmantelamento das bases militares britânicas instaladas neste país, assim como a dissolução da NATO.

Frente aos portões da base britânica foram simbolicamente espalhados coletes salva-vidas e um barco insuflável, como uma denúncia da morte de milhares de pessoas no Mar Mediterrâneo, quando fugiam dos horrores das guerras provocadas pelas agressões dos EUA, NATO e seus aliados.

Antes do início da marcha, teve lugar um evento político-cultural, onde estiveram presentes representantes de Espanha, França, Grã-bretanha, Grécia, Palestina, Sérvia, Síria, assim como do Conselho Mundial da Paz e do Conselho Português para a Paz e Cooperação.

Contra as guerras do imperialismo

Andros Kyprianou, Secretário-geral do Comité Central do AKEL, interveio igualmente na iniciativa, sublinhando a importância da luta pela paz e contra as guerras do imperialismo, «que está a dividir e redesenhar o mundo, traçando repetidamente fronteiras e derramando o sangue dos povos».

Recordando que o horror da guerra está literalmente ao lado de Chipre, Andros Kyprianou denunciou a grave situação na Faixa de Gaza – onde mais de um milhão de pessoas não têm os seus direitos elementares garantidos, em resultado do cerco e da repressão de Israel.

Denunciou igualmente a agressão à Síria, onde mais de meio milhão de pessoas foram mortas nos últimos oito anos, a guerra de agressão ao Iémen, onde o horror da guerra e da destruição assombra milhões de pessoas, e recordou os milhões de deslocados e refugiados, incluindo crianças.

Do mesmo modo, denunciou e criticou a atitude conivente do governo cipriota relativamente à agressão à Síria, face ao silêncio deste perante o uso das bases militares britânicas instaladas no país para atacar a Síria e o seu povo.

O Secretário-geral do AKEL reafirmou ainda que o caminho para o fim da ocupação e reunificação de Chipre é a solução federal bizonal e bicomunitária.




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