Utentes e trabalhadores em Lisboa para defender a Linha do Oeste

Uma centena de pessoas manifestou-se, quinta-feira, 26 de Julho, frente ao Ministério do Planeamento e Infra-estruturas, em Lisboa, em protesto contra as actuais condições da Linha do Oeste e a supressão de vários comboios desde o início do ano. Exigiram, por isso, medidas para a resolução dos problemas, que decorrem da situação de degradação do material circulante.

Este protesto – promovido pela Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste (CPDLO) – contou com o apoio da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores e Comunicações (FECTRANS) e do seu sindicato no sector ferroviário (SNTSF).

Sobre os novos horários que vão funcionar a partir de 5 de Agosto, Rui Raposo, porta-voz da comissão, sublinhou que «não servem as necessidades da população». «Vão ser eliminadas três ligações diárias e directas entre as Caldas da Rainha e Coimbra», alertou.

Luta com resultados
No dia 30, reagindo às declarações do ministro do Planeamento e Infra-estruturas, sobre o aluguer de mais composições a Espanha, a CPDLO salienta que foi a «persistente luta levada a cabo pelos utentes» e «amigos da Linha» que «obrigou o Governo a assumir o compromisso de solucionar os problemas existentes da supressão de comboios e de sucessivos atrasos nos horários», assim como se «perspectivar a electrificação do troço entre as Caldas da Raínha e o Louriçal».

A comissão considera, entre outras propostas, que o aluguer de material circulante a Espanha deveria ser tomada em simultâneo com a dotação da EMEF dos meios humanos (em quantidade suficiente, o que não corresponde aos 102 novos trabalhadores anunciados) e financeiros para a reparação do material circulante que poderia ser utilizado pela CP e que evitaria os actuais constrangimentos.

 



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