Breves
PDM de Lisboa

Na Assembleia Municipal de Lisboa de 9 de Outubro, o PCP apresentou uma recomendação para que o executivo municipal proceda à revisão do Plano Director Municipal (PDM). No documento – aprovado por maioria, contanto apenas com a abstenção do CDS, PPM e MPT – refere-se que o PDM de Lisboa, de 2012, teve «na sua concretização consequências negativas sobre o planeamento e a vida da cidade».


Proposta chumbada em Cascais

No dia 9 de Outubro, Clemente Alves, vereador da CDU para a Câmara Municipal de Cascais, apresentou uma proposta visando reforçar o impedimento de se fazer construção urbanística na área ardida do Parque Natural Sintra-Cascais e a reflorestação da mesma. A proposta foi chumbada por PSD e CDS, com a abstenção do PS.


Covilhã e Canhoso sem direcção

O mandato do PS na União de Freguesias de Covilhã e Canhoso foi de «muita parra e pouca uva», acusa a CDU em nota de imprensa, lamentando a «catadupa de anúncios e de promessas», mas também o «confronto» entre os presidentes da Junta e da Câmara, num «ajuste de contas pessoal e político». Entre outras críticas, a Coligação PCP-PEV acusa o executivo PS de não incluir as propostas da oposição nos orçamentos.


Monoculturas preocupam Serpa

A Câmara Municipal de Serpa manifestou preocupação com os impactos ambientais e na saúde pública da «proliferação» de culturas como o olival no concelho. O município, de maioria CDU, defende a criação de um sistema de monitorização, com indicadores ambientais, demográficos e socioeconómicos, e de mitigação de impactos ambientais e para a saúde pública das monoculturas intensivas e superintensivas.


Contra portagens na A23 e A13

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) do Médio Tejo promoveu, no passado dia 10, uma acção pública, na rotunda da Atalaia, em Vila Nova da Barquinha, para reclamar a abolição de portagens nas auto-estradas A23 e A13.

«A existência de portagens no Médio Tejo são um problema para a mobilidade de pessoas e bens, são um entrave ao desenvolvimento social e económico, não contribuem para a coesão territorial, potenciam os problemas ambientais nas zonas urbanas e afectam a segurança rodoviária», disse, à Lusa, Manuel Soares, porta-voz dos utentes da região.

O dirigente frisou que estas vias são «fundamentais no acesso a cuidados de saúde nos três hospitais da região do Médio Tejo», referindo-se às unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, que constituem o Centro Hospitalar da região (CHMT), tendo feito notar que o abaixo-assinado que as comissões de utentes lançaram em Junho, reivindicando a abolição de portagens na A23 e A13, foi subscrito por cerca de 12 mil pessoas.


Listas de espera na Madeira

Numa acção realizada no dia 11 de Outubro, junto do Hospital Nélio Mendonça, no Funchal, a Comissão de Utentes do Serviço Regional de Saúde reclamou medidas para que se possa reduzir as «imensas listas de espera», uma vez que o Programa de Recuperação de Cirurgias (PRC) «não tem chegado para colmatar esta falha».

Filipe Olim, porta-voz dos utentes, informou que, segundo dados oficiais, «as listas de espera para cirurgia em 2017 atingiram o número abismal de 18 688». Em 2017, ao abrigo do PRC, apenas foram realizadas 874 cirurgias, um número «claramente insuficiente». «O caso já chegou a uma gravidade tal que já existem listas de espera para a entrada nas listas de espera», advertiu Filipe Olim.