PCP deseja que 2019 traga um tempo de novos avanços

ANO NOVO «Avançar ou manter o País amarrado» é a questão de fundo que está colocada ao povo português em 2019, sublinhou Jerónimo de Sousa na tradicional mensagem de Ano Novo.

Num vídeo divulgado na página do Partido por ocasião da passagem do ano de 2018 e da chegada de 2019, o Secretário-geral do PCP começou por fazer um breve balanço do período transcorrido. «Os portugueses sentiram nas suas vidas quanto importante e determinante tem sido a sua luta e quanto importante foi e tem sido a acção e intervenção deste Partido Comunista Português, nas diferentes instituições no País e no Parlamento Europeu (PE), para defender, repor e conquistar direitos e promover o crescimento económico e o emprego», disse.

Com efeito, quer na Assembleia da República quer no PE, os eleitos comunistas distinguem-se não apenas pala quantidade das intervenções realizadas, mas também pela qualidade e rigor com que as fazem e, sobretudo, pelo carácter de classe que nelas se mantém vincado.

A referência do dirigente comunista à intervenção no hemicíclico em Estrasburgo, onde o PCP tem três deputados, justifica-se ainda pela aproximação das eleições para aquele órgão supranacional, agendadas para o próximo dia 26 de Maio.

João Ferreira, eleito no PE, foi já anunciado como cabeça-de-lista da CDU naquele sufrágio. A sua apresentação oficial enquanto primeiro candidato da coligação eleitoral que junta o PCP, o PEV e a ID, ocorre no próximo dia 17 de Janeiro, às 18 horas, no Cineteatro Capitólio, no Parque Mayer, em Lisboa.

Muito por fazer

Continuando com o acento tónico no balanço de 2018, Jerónimo de Sousa realçou, igualmente, que «sabemos que está muito por fazer, que são grandes os constrangimentos que impedem de ir mais longe na resposta aos graves problemas do País», os quais, aduziu, «persistem porque persistem em aspectos essenciais as mesmas políticas que conduziram o País ao atraso e à dependência - a política ao serviço dos monopólios e de submissão ao Euro e às imposições da União Europeia, que a acção convergente de PS, PSD e CDS têm imposto ao País».

Todavia, e porque o Partido deseja que 2019 traga «um tempo de novos avanços e melhoramentos na vida dos portugueses e na solução dos grandes problemas nacionais», o Secretário-geral do PCP realçou que se aproxima «um tempo de escolhas em que o povo português será confrontado com opções decisivas quanto ao seu futuro».

Opções decisivas que têm como dilema fundamental a escolha entre «manter bloqueada a concretização de uma verdadeira alternativa, ou alcançar um futuro de progresso e justiça social e de desenvolvimento soberano com a concretização de uma política patriótica e de esquerda».

Resumindo, a opção é «entre avançar ou manter amarrado o País na dependência do exterior e a orientações e políticas que impedem o seu desenvolvimento».

Contem com o PCP

Neste contexto, prosseguiu o dirigente comunista manifestando «confiança no futuro», «vamos iniciar o novo ano convictos de que é possível fazer de 2019, com a luta dos trabalhadores e do povo, não só um tempo de esperança, mas de novos e mais decididos avanços no melhoramento das condições de vida do nosso povo».

«Na concretização desse objectivo, podem contar com o PCP. Com este Partido que honra os seus compromissos com o povo e o País e age para garantir e assegurar para Portugal um rumo de desenvolvimento económico, progresso social e independência nacional», concluiu Jerónimo de Sousa.




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