Macron prometeu a continuação do «apoio militar» a Djamena
França garante ao Chade manter intervenção no Sahel

INGERÊNCIA A braços com uma crise social em França, o presidente Macron deslocou-se ao Chade, onde prometeu reforçar a presença militar de Paris no Sahel, a pretexto da luta contra o «terrorismo».

Emmanuel Macron efectuou uma visita de 24 horas a Djamena onde participou num jantar de Natal com os soldados franceses da operação Barkhane estacionados na capital chadiana.

Na sexta visita ao Sahel, mas a primeira ao Chade, a 22 e 23 de Dezembro, o presidente francês manteve conversações com o seu homólogo Idriss Déby e insistiu na «grande qualidade» das relações franco-chadianas, em particular no empenho das forças militares chadianas ao lado das tropas expedicionárias francesas na luta contra o «terrorismo» na faixa do Sahel.

Macron elogiou a excelência da cooperação securitária entre Paris e Djamena, «antiga de várias décadas», e destacou que a França vai continuar o apoio económico ao Chade, que atravessa uma grave crise: «O presidente Déby referiu a importância da segurança do lago Chade e a presença naquela região do Boko Haram. Estamos muito inquietos relativamente a essa questão e reafirmo o compromisso da França para reforçar a cooperação regional sob todas as formas. Estaremos presentes, em particular, para acelerar o auxílio da União Europeia nessa matéria, devendo ser desbloqueados 55 milhões de euros».

O presidente francês anunciou também o apoio de Paris e da União Europeia à organização de eleições legislativas e municipais no Chade, em Maio de 2019, visando contribuir para a «boa governança» do país africano.

Na base militar francesa em Djamena, onde está instalado o comando da operação Barkhane – no terreno desde 2014, com 4500 soldados que intervêm no Mali, no Níger e em outros países sahelianos –, além de um destacamento aéreo e de um grupo de transmissões, Macron, acompanhado da ministra das Forças Armadas, Florence Parly, ouviu do comandante do dispositivo, general Frédéric Blanchon, um balanço da situação militar na região.

O objectivo de Paris, com interesses económicos em diversos países sahelianos, antigas colónias francesas, é intensificar a parceria militar com a força conjunta do G5 Sahel, criada com apoio do Ocidente e integrando Mauritânia, Níger, Mali, Burkina Faso e Chade.




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