2002 – EUA criam prisão de Guantánamo

Localizada na baía de Guantánamo, em Cuba, ilegalmente ocupada pelos EUA que ali mantêm uma base militar naval, a prisão de alta segurança foi criada pelo então presidente George W. Bush após os ataques de 11 de Setembro às Torres Gémeas, em Nova Iorque. Os prisioneiros, que chegaram a ultrapassar os 800, foram para ali levados para que lhes fosse aplicada a legislação norte-americana que estipula que não têm direito às protecções legais garantidas pela Convenção de Genebra aos prisioneiros de guerra. O ex-presidente Barack Obama não cumpriu a promessa de encerrar a prisão e o novo inquilino da Casa Branca, Donald Trump, tem um plano de vários milhões de dólares para modernização das instalações. Dos 40 prisioneiros que permanecem em Guantánamo, o mais velho é o paquistanês Saifullah Paracha, de 71 anos, encarcerado desde 2003, que nunca teve acesso à totalidade das acusações que lhe são feitas e que até ao presente não foi acusado ou processado formalmente. Paracha faz parte da categoria criada no governo Obama de prisioneiros «inocentes demais para serem condenados» e «perigosos demais para serem soltos. Em Setembro de 2018, a comissão que analisa a situação dos presos considerou-o uma «ameaça significativa contra a segurança dos Estados Unidos».



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