Breves
Líder do Sudão promete a paz

O cessar-fogo vigente em Darfur, Kordofán do Sul e Nilo Azul, no Sudão, passa a ser permanente até se chegar à paz com os grupos que operam nessas regiões, declarou o presidente sudanês, Omar al-Bashir. O dirigente, que enfrenta desde Dezembro manifestações populares exigindo a sua demissão, fez o anúncio em Kaduqli, capital do Kordofán do Sul, onde assegurou que o fim das hostilidades, por parte do exército, prosseguirá até à paz. «Deveríamos viver em paz, eles são nossos irmãos», insistiu al-Bashir, referindo-se aos grupos armados que lutam contra as forças governamentais nos três estados sudaneses.


Ano Internacional das Línguas Indígenas

Em Paris, a Unesco inaugurou o Ano Internacional das Línguas Indígenas, dedicado às línguas historicamente marginalizadas de povos de todo o mundo. O objectivo do ano, proclamado pelas Nações Unidas, é «sensibilizar a opinião pública para os riscos que enfrentam estas línguas e o seu valor como veículos de cultura, sistemas de conhecimento e modos de vida». Para a ONU, as línguas indígenas desempenham um papel crucial para que as comunidades de falantes assumam o seu destino e participem na vida económica, cultural e política dos seus países. Segundo os especialistas, muitas das sete mil línguas que se falam no mundo consideram-se indígenas e são depositárias e portadoras de cultura, conhecimento, valores e identidade.


Protestos indígenas no Dia da Austrália

Milhares de pessoas manifestaram-se em Camberra, Sidney e outras cidades da Austrália pela abolição do dia nacional, 26, que marca a chegada dos primeiros colonos britânicos, em 1788. A festa é considerada por muitos um insulto às populações indígenas. Embora numerosos habitantes reconheçam o 26 de Janeiro como nascimento do Estado da Austrália, para outros sectores da população a data representa o princípio da opressão do povo aborígene e é apelidado o «dia da invasão».


Tornado em Havana provoca estragos

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, assegurou que, com o esforço colectivo, Havana recuperará dos severos prejuízos causados no domingo, 27, por um forte tornado. «Unidos vamos levantar de novo o que o vento destruiu», escreveu o dirigente cubano na sua conta da rede social Twitter. Destacou também a mobilização no dia seguinte, na tradicional marcha das tochas para recordar o herói nacional José Martí no seu aniversário natalício. «Havana, ainda abalada pelos destroços de um tornado terrível, terminou o dia dos 166 anos de José Martí com uma marcha impressionante», destacou Díaz-Canel. O presidente visitou as zonas afectadas pelo tornado, que causou a perda de três vidas e avultados prejuízos, e assegurou que, como é habitual em Cuba, ninguém ficará sem apoio. O chefe do Estado cubano assistiu, ao lado de Raúl Castro, primeiro secretário do Partido Comunista, e de outros dirigentes, à marcha das tochas em que milhares de pessoas, em especial jovens, prestaram tributo a Martí.


«Tragédia anunciada» em barragem no Brasil

No estado brasileiro de Minas Gerais, uma barragem de mineração, da empresa Vale, colapsou na sexta-feira, 25, provocando dezenas de mortos já confirmados e centenas de desaparecidos, além de um enorme desastre ambiental devido ao alastrar de lamas com escória mineral. Este acidente da barragem do Brumadinho acontece três anos depois de outro crime ambiental, em Mariana, também em Minas Gerais, quando rebentou uma barragem da empresa Samarco, formada pela Vale e a companhia BHP Billiton. Nessa ocasião, a torrente de lama destruiu fauna, flora e habitações ao longo de 650 quilómetros. Um dirigente do Movimento dos Atingidos por Barragens, Thiago Alves, afirmou que a ruptura da barragem do Brumadinho é «uma tragédia anunciada» e alertou para a responsabilidade das empresas mineradoras em mais uma agressão social e ambiental devida à ganância de lucro a qualquer custo.