Aconteu
Cura do papilomavírus humano

Após 20 anos de aturados esforços científicos, a investigadora mexicana Eva Ramon Gallegos, da Escola de Ciências Biológicas do Instituto Politécnico Nacional, descobriu a cura a cem por cento do papilomavírus humano (HPV).

Trata-se de uma doença comum em todo o mundo, existindo mais de 100 tipos, 14 dos quais são de alto risco e causam o cancro do colo do útero. Segundo a Organização Mundial da Saúde, só em 2018, morreram 311 000 mulheres em todo o mundo com HPV.

A descoberta de Eva Ramon foi tornada pública no Dia Mundial do Cancro, assinalado a 4 de Fevereiro.

A terapia fotodinâmica, estudada pela cientista mexicana, inicia-se com a aplicação, no colo do útero, de um preparado denominado ácido delta aminolevulínico, o qual se converte em protoporfirina IX ao fim de quatro horas, substância fluorescente que se acumula nas células danificadas.

Um feixe de laser especial destrói, depois, apenas as estruturas com elas impregnadas.


Fantasporto continua vivo

O Fantasporto, apresentado no início do mês, vai na sua 39.ª edição. Este ano abrirá no próximo dia 19, com a projecção de «Os Desafios da Modernidade», no teatro Rivoli.

Segundo Beatriz Pacheco Pereira, da organização, o certame será marcado pela abordagem de questões como o ambiente, as novas tecnologias, a desumanização das sociedade e a luta contra o radicalismo.

O Fantasporto passará 200 filmes, sendo 32 estreias absolutas.

Registe-se a maior representação de sempre das escolas portugueses, que levaram 57 obras a concurso.

Mário Dorminsky, grande impulsionador da cultura cinematográfica, diz que o festival está forte e é para continuar, mas queixa-se de «dificuldades orçamentais» e lamenta que a «cultura independente do Porto» esteja a desaparecer.

Kubrick, que nasceu há 90 anos e morreu há 20, será homenageado com a projecção de duas obras-primas com a sua assinatura: «Laranja Mecânica» e «Shinning».


Cremilda Gil deixou-nos aos 91 anos

A saudosa actriz Cremilda Gil deixou-nos para sempre no passado dia 7 de Fevereiro. Tinha 91 anos. Vivia há 28 anos na freguesia de Pavia, concelho de Mora.

No auge da sua carreira artística, em 1978, entrou para o Partido Comunista, onde militou no Sector Intelectual de Lisboa. Estava inscrita no antigo Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, do qual chegou a ser delegada sindical.

Tendo-se estreado no Teatro Nacional D. Maria II, foi longa a sua carreira, tanto no cinema, como teatro e televisão.

Recordemos alguns dos trabalhos para a TV em que participou, como «Sabadabadu», «Vila Faia», «Origens», «A Relíquia», «A Morgadinha dos Canaviais», «O Mandarim», «Cinzas», «As Aventuras de Camilo», «A Lenda da Garça» ou «Inspector Marx».

Do seu currículo teatral constam «Madama Sans-Gêne», no D. Maria II, «Sinhá Eufémia» e «António Marinheiro», ambos no Teatro Villaret, «Pimpinela», no Monumental» e «A Casa de Bernardo Alba» e «A Maluquinha de Arroios», no Teatro da Terra.

Teve como directores cinematográficos Manoel de Oliveira, Jorge Brum do Canto, António Macedo e João Botelho.


Arquivo da Torre do Tombo ainda mais rico

A família de José Cardoso Pires doou ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT) o espólio não-literário do escritor, o qual inclui, entre muita outra coisa, cópias de autos da PIDE e fotografias. «A família entregou-nos os dossiês de estudo, porque os dossiês e os manuscritos literários estão na Biblioteca Nacional», disse à Lusa Silvestre Lacerda, director do ANTT.

Entre as curiosidades do espólio, acha-se um cartaz da Queima das Fitas de 1969, vivida em Coimbra em luto académico, decretado em Assembleia Magna, ou uma carta endereçada ao Presidente da República, Américo Tomás. A missiva, com data de 27 de Janeiro de 1967, na qual se pede mais liberdade de expressão e se condena a apreensão de obras literárias, é subscrita por intelectuais como José Cochofel, Carlos Oliveira, Rui Grácio, Raul Rego, José Gomes Ferreira e Augusto Abelaira, entre outros.



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