Editorial

«Defender os interesses e direitos dos trabalhadores, do povo e do País»

APOIAR A CDU PELOS VALORES DE ABRIL

A situação política continua a caracterizar-se pelo desenvolvimento de duas dinâmicas de sentido contrário: de um lado, a dinâmica do PS, PSD e CDS, forças políticas que, empolando diferenças em aspectos secundários, se mostram unidas em todas as questões essenciais da integração capitalista da União Europeia, nomeadamente na submissão às imposições e constrangimentos da UE e do euro e ao domínio do capital monopolista. Do outro lado, a candidatura da CDU que se apresenta às eleições para o Parlamento Europeu (PE) com um capital ímpar de intervenção em defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores, do povo e do País, com soluções para o seu desenvolvimento soberano.

É também neste quadro que se assiste a uma nova investida por parte do PSD e CDS contra a Segurança Social pública, universal e solidária, como a Constituição da República Portuguesa a reconhece e consagra, insistindo nos objectivos políticos que puseram em prática no Governo e se preparavam para levar mais longe com o anunciado corte de 600 milhões de euros nas reformas e pensões, insistindo, agora, com os estafados argumentos do passado, no aumento da idade de reforma e das contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social bem como no corte no valor das pensões.

Como instrumento político do grande capital, tudo fazem para reverter os avanços conseguidos na actual fase da vida política pela luta dos trabalhadores e do povo e a intervenção do PCP – entre muitos outros, o aumento extraordinário de pensões em três anos consecutivos – tendo em vista um ataque mais de fundo ao serviço público da Segurança Social.

Procurando sacudir o véu de silenciamento e ocultação que os grandes órgãos da comunicação social sobre si lançam, enquanto promovem outras candidaturas, nomeadamente as do PS, PSD, CDS e BE, a CDU avança numa campanha de massas multiplicando os contactos tendo em vista esclarecer, ouvir e mobilizar apoios e, pelo seu reforço, determinar novos avanços e sobretudo abrir caminho a uma política alternativa patriótica e de esquerda com soluções para o País. Uma política que, como consagra a Declaração Programática do PCP para as eleições para o PE, «avance na melhoria das condições de vida do povo português, dê resposta aos défices estruturais com que o País continua confrontado, enfrente sem hesitações a submissão ao euro e às imposições e condicionalismos da União Europeia, e recupere para Portugal os instrumentos necessários ao seu desenvolvimento soberano, numa Europa de cooperação, progresso e paz».

De facto, nestas eleições o que está em causa é afirmar a liberdade e a democracia, a soberania e independência nacionais; é fazer avançar o País no caminho do desenvolvimento, do progresso e da justiça social, da afirmação do regime democrático e dos valores de Abril; é dar mais força à CDU na luta por uma Europa dos trabalhadores e dos povos, de solidariedade e progresso, de paz e cooperação entre Estados soberanos e iguais em direitos. É, de facto, escolher entre avançar ou andar para trás.

É no quadro desta intensa e diversificada intervenção, valorizando a iniciativa e a acção do PCP, que se realizaram esta semana importantes iniciativas políticas como foram, na sexta-feira, dia 12, a apresentação da Declaração Programática do PCP para as eleições para o Parlamento Europeu, a realização do jantar em Grândola ou o encontro em Lisboa de apoiantes da CDU, o almoço comemorativo do 45.º aniversário do 25 de Abril em Loures, com a participação do Secretário-geral do PCP e do 1.º candidato da lista da CDU. De igual modo, merece registo o encontro com estudantes do Ensino Superior com a participação do Secretário-geral do PCP realizada em Lisboa no passado dia 10.

 

Grande atenção é também necessário dedicar ao prosseguimento da acção geral de reforço do Partido e, em particular, à campanha dos cinco mil contactos com trabalhadores.

Noutro plano, desenvolve-se também a luta de massas com destaque para a concentração nacional da passada 5.ª feira, dia 11, em frente à Assembleia da República, promovida pela CGTP-IN pela revogação das normas gravosas do Código do Trabalho e contra as propostas do Governo de alteração à legislação laboral; para as comemorações do 45º aniversário das Revolução de Abril; e para as comemorações do 1.º de Maio, grande jornada de luta dos trabalhadores portugueses, promovida pela CGTP-IN e que vai ter expressão em dezenas de localidades do País.

Como afirmou o Secretário-geral do PCP no almoço de comemoração do 25 de Abril, domingo passado em Loures, «está na hora de dar lugar à esperança, afirmando os valores de Abril de liberdade, da emancipação social, do Estado ao serviço do povo e não da exploração, do desenvolvimento visando a melhoria da qualidade do nível de vida dos portugueses, o pleno emprego, uma justa e equilibrada repartição da riqueza nacional, da soberania e independência nacional».


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