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ÉVORA Defender e valorizar o conjunto megalítico dos Almendres

O Grupo Parlamentar do PCP endereçou ao Ministério da Cultura um requerimento sobre o Cromeleque e do Menir dos Almendres, no distrito de Évora, no qual questiona acerca das medidas que o Governo pretende tomar para preservar e valorizar aquele monumento. Na origem deste requerimento está uma comunicação recebida pelos deputados comunistas proveniente do Grupo dos Amigos de Viajar, que visitou recentemente aquele que é o «monumento megalítico mais importante da península Ibérica e um dos mais antigos do Mundo» e ficou preocupado com o que aí encontrou.

Ora, apesar de o conjunto megalítico, e o menir do Monte dos Almendres, que o completa, terem sido declarados monumento nacional a 29 de Janeiro de 2015, continuam integrados numa propriedade privada e «só a boa vontade do proprietário e o empenhamento da Câmara Municipal de Évora permitem que o recinto seja visitado. Infelizmente sem as condições que assegurem a sua preservação e sem vigilância indispensável a um monumento desta grandeza», alerta o PCP. Os comunistas dão anda voz a outra preocupação da associação: o monumento encontra-se rodeado de terra desprovida de qualquer cobertura vegetal e apresenta fortes sinais de lixiviação provocada pelas chuvas, o que pode dar origem a um descalçamento dos menires e, até, à sua queda. Na missiva enviada ao Grupo Parlamentar, a associação realça a importância daquele monumento, «edificado há 7000 anos quando a humanidade fazia a transição, na Europa Ocidental, da caça para a pastorícia».


AÇORES Mais e melhores transportes no arquipélago

O deputado do PCP na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, João Paulo Corvelo, interpelou o Governo Regional sobre a questão dos transportes, tema que sendo importante em todo o País assume grande preponderância na região, constituído por nove ilhas. O eleito comunista criticou duramente a «política de desinvestimento, de não pagamento das verbas devidas» à SATA e o que considera ser a intenção de atirar a companhia aérea regional para um «buraco financeiro» para, assim, mais facilmente justificar a sua privatização.

No que respeita ao transporte marítimo, João Paulo Corvelo realçaou o «esquecimento, desinteresse e desinvestimento nas chamadas ilhas pequenas», que têm consequências como a perda de população, particularmente a mais jovem e qualificada. O PCP considera injustificável a inexistência de ligação regular com a Graciosa e exige que o transporte de mercadorias por via marítima «seja o mais adequado e permita a colocação de produtos frescos, como a carne, em tempo útil nos mercados consumidores».