Breves
Milhões de crianças sem escola em África

Cerca de dois milhões de crianças estão em risco de ficar sem ensino em comunidades afectadas por conflitos armados em regiões da África Ocidental e Central, alertou a Unicef. Um relatório divulgado em Bamako por aquela agência da ONU revela que o número de escolas encerradas nessas zonas do continente africano era, até Junho deste ano, de mais de 9 200, o triplo das escolas fechadas no final de 2017. Os países mais atingidos pela violência e insegurança com reflexos nas escolas são Burkina Faso, Camarões, Chade, Mali, Nigéria, República Centro-Africana e República Democrática do Congo.


Angela Davis no Brasil para falar de liberdade

A escritora e académica norte-americana Angela Davis visita o Brasil em Outubro para participar em debates e conferências. A professora de Filosofia da Universidade da Califórnia também promoverá o seu livro Autobiografia, publicado em 1974, quando tinha 28 anos e se tornou uma figura destacada da esquerda nos EUA. Participa no dia 19 em São Paulo numa conferência intitulada «A Liberdade é uma luta constante» e, dois dias depois, num colóquio. No Rio de Janeiro, a 23, a vencedora do Prémio Lénine da Paz em 1979 estará presente numa outra conferência e receberá a Medalha Tiradentes, concedida pela Assembleia Legislativa estadual do Rio de Janeiro.


Brasileiros condenam actuação de Bolsonaro

Cerca de 51% cento dos brasileiros avaliam como mau ou muito mau o desempenho do presidente Jair Bolsonaro na luta contra a deflorestação e os incêndios na Amazónia. Uma sondagem da Datafolha, divulgada pela Folha de São Paulo, indica que apenas 25 por cento pensam que o trabalho do governo brasileiro foi bom ou excelente. O estudo abarcou 2878 pessoas maiores de 16 anos em 175 cidades. Dados do Instituto Nacional de Investigações Espaciais revelam que, entre 1 de Janeiro e 31 de Agosto findo, houve 90 501 focos de incêndios no Brasil, 51,7% dos quais na floresta da Amazónia.


Pentágono mantém tropas no Afeganistão

O presidente Donald Trump garantiu que os EUA vão reduzir as suas forças no Afeganistão mas que manterão no país asiático 8600 soldados. «Vamos ter ali sempre uma presença militar», revelou o chefe da Casa Branca à Fox News, a propósito do pacto que Washington está a negociar com os talibãs, em conversações a decorrer no Qatar. Diz Trump que, se houver um ataque contra as tropas norte-americanas no Afeganistão, «voltaremos com uma força nunca antes vista». As ameaças surgiram após os talibãs terem anunciado, a 28 de Agosto, que estão perto de um acordo com Washington. Os EUA invadiram o Afeganistão em 2001 e têm hoje no país cerca de 14 mil soldados.


Operação Sentinela ameaça Golfo Pérsico

Os EUA puseram em marcha a Operação Sentinela, no Golfo Pérsico, a pretexto de «garantir a segurança de navegação» nessa zona, anunciou o secretário de Defesa, Mark Esper. Para mais esta acção imperial, Washington procurou apoio dos aliados mas, para já, terá só a companhia do Reino Unido, Austrália e Bahrein. Os EUA querem «dialogar com o Irão e encontrar uma saída diplomática, não desejam um conflito», declarou Esper, em contradição com a escalada militar imposta na região. O Irão tem sido alvo de sanções económicas de Washington, depois do presidente Trump ter decidido abandonar no ano passado o pacto nuclear com Teerão, assinado em 2015 por seis países.


Washington cria Comando Espacial

Tal como estava previsto, os EUA criaram um Comando Espacial, responsável por planificar e executar operações espaciais e dotado de um total de 87 unidades. Segundo explicou o chefe do estado-maior conjunto, general Joseph Dunford, as capacidades do comando incluem advertências sobre mísseis, operações com satélites e controlo e apoio espacial. O Comando Espacial será encabeçado pelo general John Raymond e é considerado o primeiro passo para a criação de uma Força Espacial completa, sexto ramo das forças armadas norte-americanas.