Breves
UNIÃO EUROPEIA
PCP excluído de iniciativa de debate

A representação da Comissão Europeia em Portugal realizou entre 27 e 30 de Agosto, em Reguengos de Monsaraz, uma iniciativa de debate sobre a União Europeia, denominada SummerCEmp, com cerca de 70 oradores, da qual o PCP e o PEV foram excluídos. Ora, entre os oradores encontravam-se representantes de todas as outras forças políticas com representação parlamentar e até de algumas outras que nem sequer a têm. Em nota do seu Gabinete de Imprensa emitida no dia 28, o Partido lembra que não recebeu qualquer convite, «a que nível fosse, para a participação como interveniente de um seu representante nesta iniciativa».

Na iniciativa em causa, financiada com dinheiro público, com projecção mediática e ainda por cima realizada a pouco mais de um mês de um importante acto eleitoral, a representação em Portugal da Comissão Europeia «optou por excluir e silenciar o PCP e outras forças que integram a CDU», o que constitui uma «prática discriminatória particularmente grave, que visa, de forma intencional, omitir do debate político o PCP e quaisquer visões divergentes da actual integração capitalista europeia, configurada pela UE, limitando o espectro político representado e a pluralidade do debate político democrático». Esta é, conclui o Partido, uma «opção consciente» que visa condicionar a opinião pública não apenas quanto à União Europeia mas, igualmente, «face ao acto eleitoral que se avizinha».


BARREIRO
PCP lamenta parecer do município favorável ao aeroporto no Montijo

Depois de a Câmara Municipal do Barreiro ter aprovado em reunião extraordinária um parecer favorável à instalação do terminal aeroportuário na Base Aérea do Montijo, a Comissão Concelhia do PCP emitiu um comunicado acusando as estruturas locais do PS e do PSD de terem assumido uma posição contrária aos interesses das populações e do desenvolvimento da região. A posição assumida na autarquia pelos dois partidos, no âmbito da consulta pública respeitante ao impacto ambiental daquela infra-estrutura, foi tomada sem que a população tenha participado no «necessário debate público», acusam os comunistas.

O terminal aeroportuário do Montijo, ao qual chama de «apeadeiro», só serve para a Vinci se libertar das responsabilidades que lhe cabiam com a privatização da ANA: a construção do Novo Aeroporto de Lisboa na zona do Campo de Tiro de Alcochete. A opção pelo Montijo, sendo um remendo, desbarata recursos, não resolve o problema do aumento da actividade aeroportuária, põe em causa a segurança da actividade e das populações, e «constitui uma enorme agressão ambiental a uma zona extremamente sensível, como é o estuário do Tejo».