O Salário Mínimo nos 850 euros é uma proposta «fundada e exequível»
CDU defende na Autoeuropa a valorização do trabalho

LEGISLATIVAS Na primeira acção de pré-campanha eleitoral pós Festa do Avante!, Jerónimo de Sousa esteve anteontem com trabalhadores da Autoeuropa, em Palmela.

O Secretário-geral do PCP foi acompanhado no contacto, realizado à hora de mudança de turno na fábrica automóvel, pelos candidatos da CDU pelo círculo eleitoral de Setúbal Francisco Lopes, Paula Santos, Margarida Botelho, Nuno Amaro, Tiago Aldeias e Sofia Martins, bem como pelo mandatário da candidatura do PCP-PEV no distrito, Luís Leitão.

Em mão, candidatos e activistas da Coligação entregaram um primeiro documento de mobilização para o voto e esclarecimento sobre cinco grandes eixos que comunistas e ecologistas defendem ser centrais para o País avançar.

Um desses pontos nodais é a valorização do trabalho e dos trabalhadores. Por isso, em declarações à comunicação social no final do contacto com operários, Jerónimo de Sousa sustentou a necessidade da conciliação horária entre trabalho e vida pessoal e familiar, e de pôr fim à precariedade dos vínculos laborais. De resto, deu como exemplo o que sucede precisamente na Autoeuropa, onde, apesar da luta ter garantido a 550 jovens um contrato efectivo, na empresa permanecem cerca de dois mil trabalhadores em regime temporário.

Outra questão sublinhada pelo Secretário-geral do Partido, e que surge de forma destacada no documento da CDU que foi entregue, é o aumento geral dos salários e do Salário Mínimo Nacional para os 850 euros. Medidas que o dirigente comunista notou serem uma autêntica emergência nacional, uma vez que milhares de trabalhadores continuam a empobrecer e a perda de poder de compra verificada nas últimas décadas não foi ainda cabalmente recuperada.

O aumento geral dos salários e do SMN para os 850 euros é «uma proposta fundada, sustentada, possível e exequível», insistiu.

País perde com Montijo

Instado pelos jornalistas a comentar as dúvidas de Rui Rio quanto à construção do novo aeroporto de Lisboa na Base Aérea do Montijo, e as declarações de António Costa que dão o projecto como um dado adquirido, Jerónimo de Sousa lembrou as responsabilidades do PSD nesta matéria, mas sublinhou que a questão fundamental é que o projecto é mais um «apeadeiro» do que uma infra-estrutura com futuro e capaz de corresponder à necessidades.

O secretário-geral do PCP reiterou, por isso, que o País fica a perder com a solução defendida pelo Governo, e considerou que era não apenas possível como desejável manter a Portela e construir um novo aeroporto de Lisboa em Alcochete.





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