A luta da juventude resultou em importantes avanços
CDU é a força que transporta as aspirações da juventude

PROPOSTAS Foi perante largas dezenas de jovens, concentrados no miradouro de S. Pedro de Alcântara, em Lisboa, que a Juventude CDU realizou no passado sábado, 14, a sua Festa-Comício, que contou com a presença de activistas e jovens candidatos da CDU, bem como do Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

Ao som de Juventude CDU! Voto eu e votas tu!, Jerónimo de Sousa iniciou a sua intervenção afirmando que «aqui estamos, onde estão os jovens, para afirmar alto e bom som que queremos em primeiro lugar que sejam felizes», o que «é possível» e «está ao alcance da acção colectiva de todos e das acções concretas de quem tem responsabilidades governativas».

Foi, aliás, para «permitir que os jovens trilhassem o caminho da felicidade» que foi dado, pela CDU, um passo decisivo para interromper a governação do PSD e do CDS e, depois, «avançar em tantas medidas positivas», algumas das quais estavam presentes nas faixas que ladeavam o miradouro. De acordo com o dirigente comunista, que é ao mesmo tempo o primeiro candidato da Coligação PCP-PEV por Lisboa, sem a acção da CDU «não teria sido possível aprovar a gratuitidade dos manuais escolares, a suspensão e redução do valor das propinas (…), baixar o IVA nos instrumentos musicais e espectáculos culturais» ou aprovar «o passe social a preço reduzido». Todas elas, portanto, reivindicações de grande alcance, pelas quais a juventude tem lutado e continua a lutar.

A lista dos avanços conseguidos estendeu-se e, olhando para trás, «valeu a pena», afirmou Jerónimo de Sousa lembrando que nestes quatro anos «o PCP e o PEV decidiram não desperdiçar nenhuma oportunidade para responder aos problemas mais candentes da sociedade portuguesa». Essas medidas positivas, acrescentou, nem sempre foram acompanhadas pelo PS e, muitas vezes, foram mesmo assumidas «contra a sua vontade», devido ao facto de o PS não ter «as mãos livres para executar o seu programa de sempre».

Aqui, Jerónimo de Sousa declarou que os jovens têm «todas as razões» para «não desperdiçar essa arma que a 6 de Outubro têm na mão», para dizer que não aceitam a precariedade que PS, PSD e CDS impuseram e recentemente agravaram; para exigir a abertura de novos alojamentos para os mais de 100 mil estudantes deslocados; para afirmar o fim das propinas; para dizer que os exames nacionais são para acabar e para valorizar a avaliação contínua.

Responder aos problemas

«Com o voto na CDU, cada um afirmará que a luta em defesa do ambiente não é apenas uma moda», prosseguiu o dirigente do PCP, lembrando que nesta discussão o que é necessário são «medidas de fundo», como o alargamento dos passes sociais, que «permitiu tirar milhares de carros dos centros das cidades».

Esta afirmação foi corroborada por Beatriz Goulart, dirigente da Ecolojovem e jovem candidata da CDU, que afirmou, na sua intervenção, que «o capitalismo não é verde» e que é preciso apostar em «mais e melhores transportes públicos». A jovem ecologista aproveitou também para lembrar que «não se trata de uma luta de gerações mas sim de uma luta de classes».

Outra das bandeiras de luta da juventude tem que ver com a exigência do direito a uma sexualidade plena e feliz, sendo necessário, de acordo com Jerónimo de Sousa, «mais psicólogos, mais técnicos de educação sexual e de planeamento familiar» nas escolas e nos centros de saúde.

A questão da habitação, cujos preços exorbitantes levam a que os jovens se emancipem cada vez mais tarde, também merece destaque no programa da CDU, que propõe uma «política de habitação que garanta o acesso a uma moradia com custos comportáveis com os salários de cada um».

Emancipação que passará também pelo aumento geral dos salários, nomeadamente com o aumento do salário mínimo nacional para os 850 euros no mais curto espaço de tempo, considerada pelo Secretário-geral do PCP como uma «emergência nacional».

Perante este esclarecimento do programa e das propostas da CDU para a juventude, Jerónimo de Sousa afirmou que o voto na CDU «é o voto verdadeiramente útil», porque cada jovem que vota na CDU sabe que «os deputados eleitos com esse voto nunca trairão os interesses, os direitos e as aspirações da juventude». Até porque, como a jovem candidata Mónica Mendonça tinha referido anteriormente, na sua intervenção, a CDU é a «força que carrega as aspirações da juventude e que faz o País avançar».

A iniciativa da Juventude CDU, que se tinha iniciado com uma actuação dos Irmãos Makossa, terminou noite dentro animada pelo rapper TOM.




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