Como sardinha em lata

«A afirmação da Fertagus de que o cliente e o seu conforto são a sua prioridade, afinal é um mito». Isso mesmo fica claro quando «ao primeiro aumento significativo do número de utentes», a empresa retira lugares sentados das composições, denuncia a Organização regional de Setúbal do PCP, que exige «que circulem mais comboios nas horas de ponta» para que «não fiquem utentes nas estações» e estes não viagem de pé «como sardinha em lata».

«Outro dos aspectos que coloca em causa aquele mito é a situação que se verifica com as escadas rolantes», que só funcionam em determinados períodos do dia durante a semana», reclama ainda o Partido, antes de lembrar que o investimento na linha ferroviária que une as margens Norte e Sul do Tejo foi integralmente público mas quem lucra é a Fertagus, tendo já recebido mais de 180 milhões de euros no âmbito da PPP.

O PCP garante que «não desiste de exigir e lutar para que os utentes tenham mais e melhor serviço público de transporte» e compromete-se a apresentar nesta legislatura nova iniciativa para o fim da PPP com a Fertagus e pelo fim do escandaloso pagamento nos parques de estacionamento existentes.

Para além disso e de imediato entregarmos uma pergunta ao Governo questionando por que razão as escadas rolantes e elevadores de várias estações não estão sempre em funcionamento», informa-se.



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