Aconteu
Centenário de Jorge de Sena

O poeta, ficcionista, dramaturgo e ensaísta português Jorge de Sena nasceu há cem anos, a 2 de Novembro de 1919. Formado em engenharia, é autor de uma vasta obra, vincadamente humanista com dezenas de títulos publicados, entre os quais de destacam Sinais de Fogo e 40 anos de servidão.

Em 1959, quando participava num colóquio internacional no Brasil, foi convidado para permanecer nesse país, que aceitou, iniciando aí um longo período de ausência de Portugal, que se prolongaria até ao seu falecimento, em 1978, com 58 anos. Permaneceu no Brasil por seis anos, sendo professor universitário e chegando inclusivamente a adquirir nacionalidade brasileira. Fixou-se em 1965 nos Estados Unidos da América, sendo nomeado dois anos depois catedrático do Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Wisconsin. Passou ainda pela Universidade da Califórnia.

Entre os prémios e distinções que recebeu contam-se o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, em 1977, por serviços prestados à comunidade portuguesa. Postumamente foi galardoado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Em 1980, foi inaugurado o Jorge de Sena Center for Portuguese Studies, na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara.

Em 2009, os restos mortais de Jorge de Sena foram trasladados da Califórnia para o Talhão dos Artistas do Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.


Carlos do Carmo despede-se dos palcos

Carlos do Carmo disse adeus aos palcos com um concerto no sábado passado no Coliseu dos Recreios. O espectáculo do fadista de 80 anos foi o último de uma longa e brilhante carreira com mais de 60 anos, por isso Carlos do Carmo não deixou de revisitar muitos dos grandes êxitos que o notabilizaram e popularizaram.

No final do concerto, Carlos do Carmo recebeu do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, a chave de sua cidade, honra habitualmente só concedida a chefes de Estado.

Na cerimónia da entrega da insígnia da sua Lisboa «menina e moça», marcaram igualmente presença o primeiro-ministro, António Costa, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e a ministra da Cultura, Graça Fonseca, que no mesmo dia tinha entregado ao fadista a medalha de mérito cultural.


Cátedra José Saramago em Sófia

A Universidade Sveti Kliment Ohrisdki, em Sófia, decidiu criar a cátedra José Saramago. O anúncio foi feito a semana passada pelo Instituto Camões, que a propósito lembrou que já existem 20 escolas na Bulgária que ensinam português aos alunos do ensino secundário.

A cátedra, que terá José Saramago como patrono, vai «reflectir a importância que a obra do escritor assume nos estudos literários na Bulgária», refere o instituto, em comunicado enviado à Lusa, bem como consolidar os Estudos Portugueses na Faculdade de Filologias Clássicas e Modernas da Universidade de Sófia.

Segundo a agência de notícias portuguesa, o Instituto Camões definiu como propósito central para a rede de cátedras criadas em 50 universidades estrangeiras o apoio ao ensino em programas graduados e à investigação em múltiplas áreas disciplinares e multidisciplinares, tendo como propósito, ainda, incrementar o estatuto do português como língua de ciência e de conhecimento.


António Carmo dialogou com Malhoa

Esteve patente até ao passado domingo, no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, uma exposição de pintura de António Carmo intitulada justamente «Diálogo com Malhoa».

António Carmo nasceu na Madragoa, em Lisboa, e estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio, onde tirou o curso de pintura. Desde 1968, teve dezenas de exposições e representações em todo o País, e dezenas de mostras em 22 países de todos os continentes.

Colaborou com vários jornais e livros e inúmeros autores, recebeu diversas menções ao longo da sua carreira e foi agraciado três vezes pelo Ministério da Cultura em Portugal, recebendo os prémio Especial em 1997, o de Pintura em 2000, e o de Carreira em 2007.


Morna é Património Imaterial

O mais popular género musical cabo-verdiano foi classificado Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. A decisão só será ratificada em Dezembro, mas a classificação da Morna foi já anunciada pelo ministro da Cultura de Cabo Verde.

A candidatura da Morna Património Imaterial da Humanidade foi entregue em Março do ano passado, e contou com colaboração do antropólogo Paulo Lima, especialista português na elaboração de processos de candidatura a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO, como o fado, o cante alentejano e a arte chocalheira.



Resumo da Semana
Frases