Editorial

«avançar na defesa dos direitos, concretizar a alternativa»

DAR MAIS FORÇA AO PCP

A situação nacional continua a evidenciar os efeitos desastrosos de décadas de política de direita agora agravada pelo impacto do surto epidémico COVID-19, pelo seu aproveitamento para aprofundar a exploração e pelas opções de classe do Governo PS de submissão aos interesses do capital monopolista.

É neste contexto que se desenvolve a luta dos trabalhadores e do povo e, articulada com ela, a acção do PCP, denunciando a exploração e as injustiças, batendo-se, direito a direito, por avanços e

intervindo pela política alternativa capaz de responder aos problemas do País.

É no âmbito da luta por esta alternativa que o PCP intensifica a sua acção pela valorização do trabalho e dos trabalhadores que coloca como emergência nacional o aumento geral dos salários e, em particular, do Salário Mínimo Nacional para 850 euros. Do mesmo modo, o PCP intervém em defesa da produção nacional como questão essencial à criação de emprego e ao desenvolvimento soberano do País.

É também no quadro desta intervenção que o PCP vem denunciando a sucessão de escândalos em torno do Novo Banco confirmando a sua má gestão ou gestão danosa, com trocas de acusações entre protagonistas e executantes da política de direita, os verdadeiros responsáveis pela situação que se vive neste Banco. Os mesmos que são igualmente responsáveis pela não aprovação da proposta do PCP para o controlo público da Banca, componente indissociável da política alternativa que defende e que faz falta ao País.

É neste contexto que se vai realizar a Festa do Avante!, que, como refere o comunicado da última reunião do Comité Central, «será este ano, como sempre foi, a maior realização político-cultural do País e, nas condições concretas actuais, assume uma importância ainda maior. A Festa do Avante! de 2020, tomando as medidas de protecção adequadas e inserida na divulgação pedagógica da prevenção e protecção que continua a impor-se, é uma grande afirmação do estímulo à actividade, à cultura, à arte, ao desporto, ao convívio, ao lazer, à intervenção política; à solidariedade, à fruição da vida, hoje essenciais à saúde e ao bem-estar da população.»

O PCP reafirma a importância da realização da Festa do Avante!, nas suas indissociáveis dimensões política e cultural e destaca o seu papel e contributo no combate ao medo e à resignação, para a acção e a luta dos trabalhadores.

Ora, é exactamente porque a Festa é, como sempre foi, uma poderosa afirmação dos valores de Abril, dos anseios e aspirações dos trabalhadores e do povo português que, ao longo da sua história, sempre foi objecto dos ataques mais despudorados por parte do grande capital e dos seus instrumentos de classe, nomeadamente os principais órgãos da comunicação social que estão sob o seu controlo e domínio.

Trata-se de um ataque continuado que nunca deu tréguas nem ao PCP, nem à Festa, nem à luta organizada dos trabalhadores pelos seus direitos, pela ruptura com a política de direita e pela alternativa patriótica e de esquerda.

Este ano, no entanto, pretendendo paralisar aqueles que não se rendem na defesa dos trabalhadores e do povo, o ataque é mais profundo e visa condicionar a acção do PCP.

A resposta do PCP, da JCP, dos amigos da Festa, dos democratas e patriotas que juntam a sua acção à acção do PCP na luta por um Portugal com futuro, só pode ser a de tudo fazer para garantir o êxito da mais relevante iniciativa político-cultural que se realiza em Portugal.

E garantir esse êxito significa dinamizar a sua divulgação e a venda da EP, ajudar a esclarecer e a mobilizar pessoas para a Festa, valorizar as suas dimensões política (em particular o comício de domingo) e cultural (com a imensa oferta que o seu programa, este ano centrado na música portuguesa, proporciona aos visitantes), participar na construção da Festa e apoiar o seu funcionamento nos dias 4, 5 e 6 de Setembro, assegurar todas as medidas de prevenção e protecção sanitária que se tornem necessárias.

Vamos à Festa, responsavelmente, com a alegria e a confiança dos que lutam por melhores condições de vida, prontos a fazer dela um instrumento ao serviço do bem-estar do povo português.

É também na afirmação dos objectivos por que luta o PCP, que se torna imprescindível continuar a dinamizar o seu funcionamento e a garantir o seu reforço. Assume assim particular importância a preparação do seu XXI Congresso (planificando desde já a sua terceira fase), o prosseguimento da campanha nacional de fundos «o futuro tem partido», a definição de 100 responsáveis por células e a criação de 100 novas células de empresa, local de trabalho e sector profissional, inseridas nas comemorações do Centenário.

Perante os tempos complexos que se vivem, carregados de perigos e incertezas mas também de potencialidades de desenvolvimento da acção e da luta de massas, continuaremos a intervir por avanços na defesa dos direitos e pela concretização da alternativa que se torna inadiável.



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